Como encontrar amigos perdidos na internet

FNO O que é FNO? Vale a Pena o Formula Negocio Online?

2020.06.09 15:22 priamajuju FNO O que é FNO? Vale a Pena o Formula Negocio Online?

FNO O que é FNO? Vale a Pena o Formula Negocio Online?
Pode parecer estranho mas vira e mexe essa pergunta pipoca pra mim nas redes sociais
principalmente nas perguntas dos direct do instagram .
Porque afinal agente acaba pensando que todos conhecem o FNO. Acho até estranho as pessoas perguntarem isso mas na verdade nem todo mundo associa sua sigla ao curso fórmula negócio online, e quando as pessoas vêem tanta gente me perguntando sobre o fno agradecendo por ter indicado, acabam ficando curiosa.
Vou explicar em detalhes o que é FNO, o fogo negócio online eu também vou explicar por que tanta gente vai perguntar pra mim a respeito desse curso e vou te contar um pedacinho da minha história com ele.

Afinal o que significa FNO?

FNO é a abreviatura de fórmula negócio online, que é um curso superior completo e eu diria que é o mais completo do mercado para a formação de afiliados e iniciantes, se você ainda não sabe que é afiliado eu vou deixar um link aqui para um artigo que para você entender depois tudo sobre essa profissão tá bom.
O Fórmula Negócio Online vem transformando a vida de Milhares de Pessoas que buscam trabalhar através da internet.
E pode fazer na sua, tá legal que você está procurando formas de ganhar dinheiro na internet encontra opções dentro do marketing digital durante as suas pesquisas você entendeu o que é trabalhar como afiliado, e decidiu que é isso que você quer fazer para ganhar dinheiro na internet ,que foi o que aconteceu comigo!
Ótimo você já deu o primeiro passo e fez as suas pesquisas e tomou a decisão, só tem um problema você não faz ideia de como será afiliado.

Dúvidas de Iniciantes

No início nos sentimos perdidos em meio tanta informações novas.
Por onde começar, como se cadastrar na plataforma, aliás não sabe nem quais plataformas existem, quais produtos escolher, onde encontrar produtos para promover, como promover seus produtos , e o que é uma estrutura de negócio online.
É tanta coisa para aprender de uma vez só, que é normal se sentir tão perdido, não sabendo por onde começar.
E aí que a essa altura você já entendeu que é uma profissão, e que para fazer qualquer coisa na vida o advogado, médico, veterinário, contador, fisioterapeuta, enfermeiro, afiliado você precisa estudar.

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O que o FNO Ensina ?

Todo mundo que tem sucesso que você encontrou na internet estudou muito para chegar onde você quer chegar.
É é aí que entra o FNO, o fórmula negócio online que é o treinamento que te ensina do absoluto zero, o passo a passo para montar o seu negócio.
Então ele começa do básico te explicando todos os conceitos, mostrando uma estrutura e depois partindo para essa parte mais técnica junto com você, é um curso teórico e prático para você assistir fazer junto.
Quando você terminar ou até antes disso como foi o meu caso você já vai ter sua estrutura montada para trabalhar como afiliado.
Quando a gente fala que é do absoluto zero, muita gente entende que você não vai gastar dinheiro algum.
Olha só no treinamento você até aprende a utilizar ferramentas totalmente gratuita, mas quando me refiro a começar do zero eu estou dizendo que do zero de conhecimento igual a mim, que era leiga que não sabia nada de internet, de blogs, redes sociais e gerar conteúdo de conhecer público alvo, de nicho, hotmart, o produto.

Investir, ou Não?

Eu sempre digo o seguinte, eu com a minha experiência digo sempre, para mim é muito melhor você fazer bico pra conseguir uma renda extra, e contratar as ferramentas pagas que não são caras, mas que fazem toda a diferença do que montar o seu negócio online com tudo gratuito.
Eu já tive essa mentalidade de coisas gratuitas eu me dei mal, mas se você prefere começar sem grana alguma eu sempre digo também que o conhecimento é poder.
Não tem como começar a trabalhar nenhuma profissão sem saber como, então conhecimento é o grande segredo de tudo. Por isso que eu recomendo o FNO.
Então seguindo os passos do treinamento você vai sim ser capaz de montar o seu negócio online, e trabalhar pela internet mesmo que você não saiba nada ou seja do zero.

Didática do Curso

O Alex Vargas o professor desse curso, só falta te pegar pela mão e mostrar no computador o botão que você tem que apertar.
É um curso tão didático que atende desde as pessoas mais leigas, que não entendem nada de internet , que era o meu caso, até aquelas pessoas mais safras entendem um pouquinho de internet, mas precisam aprender as estratégias para trabalhar online.
Desde que esse curso foi lançado há três anos atrás, está sempre entre os cursos mais vendidos do Hotmart,
que é a maior plataforma de cursos online Brasil.
O Alex e a equipe dele estão sempre atualizando curso, incluindo novas técnicas e estratégias, ferramentas novas, bônus, substituindo aulas.
O que é extremamente importante para quem está começando, por falar em equipe e eu também não posso deixar de falar na equipe de suporte do Alex, que quando precisa também gravar aulas de atualizações. Todos têm muito boa vontade atuam ativamente na comunidade de alunos.
Na comunidade de alunos que não posso deixar de mencionar, quando era iniciante era lá que eu buscava apoio suporte, ombro amigo, dicas . A comunidade ajuda muito mais rápido que o suporte, e você ajuda também, e quando a gente repassa alguma informação que sabemos, acaba aprendendo ainda mais.

O que exatamente o FNO Oferece?

Tá achando que é só isso o FNO tem muito mais coisa para oferecer, tem bônus, ferramentas profissionais que são oferecidas gratuitamente para os alunos, descontos especiais em outras ferramentas pagas, caso você queira contratar, mais de 200 aulas com mais 60 horas de aula , tem um módulo de vendas rápidas para você começar a ter retorno logo do investimento do curso , e ainda tem os meus 12 super bônus exclusivo se você se inscrever no treinamento pela minha indicação.
E se você quiser saber absolutamente tudo que o treinamento oferece, todas as aulas, todas as ferramentas todos os bônus é só você clicar no link , pode clicar ver tudo tudo que tem na página sem medo, sem compromissos que a compra só vai ser efetuada se você digitar os dados do seu cartão, ou se você imprimir o boleto no banco pagar tá bom ?
Então pode clicar e explorar com calma para você tomar essa decisão.
Agora me conta o seguinte esse artigo aqui esclareceu suas dúvidas sobre o que é o FNO, que eu me esforcei bastante para passar todas as informações que pude, então quero te pedir você compartilhe esse artigo com aquele seu amigo que você sabe que tem perfil para trabalhar em casa pela internet.
ADQUIRA O CURSO AQUI
Eu vou ficando por aqui me despeço de você um grande beijo e até o próximo artigo.
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2020.03.27 22:37 LordFeareus Fenômeno do Séc. XXI

Parece que estamos vivendo uma nova fase e nos aprofundando sobre a nova face de nós humanos. Será que sempre houve tantas pessoas com esse perfil? Assim como muitos aqui, sou bem parecido com vocês: antisocial, introvertido, várias horas contadas em jogos eletrônicos e principalmente tímido, até tive um pouco de receio de estar falando aqui, mas fico bem curioso quanto à sua história ( se vc não se encaixa nesse perfil, não perca seu tempo lendo isso) navegando nas águas da internet é impossível não encontrar nos comentários pessoas parecidas conosco, a maioria fica apenas observando e outras se lamentando. Posso até ser considerado um incel e concordar com isso, apesar de não compactuar com algumas loucuras que estes pregam, mas seus estilos de vidas e seus hábitos são bem semelhantes aos meus. Não os julgo, até entendo os que estes sentem, somos a nova face deste século, fabricados pelo machismo e pela internet. Acredito estar na sua faixa etária, 21 anos, terminei o ensino médio há uns 3 anos e tô bem perdido sobre o que fazer da vida desde então, passo a maior parte do tempo jogando ou lendo, não saio muito de casa, apenas se tiver algo urgente ou passear com o cachorro. Como de se imaginar não tenho vida social, parei de falar com meus amigos há anos por escolha própria, falo com 1 ou outro raramente quando estes me procuram. Nunca tive namorada, e nem sou muito bom lidando com mulheres (consecutivas rejeições na adolescência abalaram minha auto-estima) a minha projeção sobre isso vai ser acabar casando com a primeira que bater certo comigo, o que quero muito evitar pois pensamentos sombrios me incomodam muito sobre este fato, no geral hoje prefiro manter certa distância saudável do sexo feminino, minha sexualidade vai ser o fardo da natureza que vou ter que carregar para sempre, mas tenho boas esperanças de que lidarei melhor com isso no futuro. Imagino que isso também seja uma questão que você semelhante teve e tem que lidar com, afinal somos todos filhos do machismo e somos castigado por isso, mas espero que vc não vire uma fatalidade deste mundo, não enlouqueça como vemos várias vezes por aí, evite grupos tóxicos e procure homens que assim como você, sonham com um futuro melhor.
Bom... o texto já está bem longo e não sei como terminar, mas estou bem curioso sobre a sua história e suas emoções envolvidas que ajudaram a construir o que você é hoje!
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
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2019.02.01 02:09 venke970010 Texto reflexivo que julguei como excelente postado no Facebook. Compartilhando pra que mais pessoas tenham essa ótima e fluída leitura (texto de Rodrigo da Silva). Aproveitem! (coloquei o flair como discussão pois não achei algum apenas "texto).

Chegará um dia em que o seu coração parará de bater. A sua pupila dilatará. A sua pele ficará pálida e a sua temperatura corporal esfriará.
Você ficará inteiramente esquálido; e então roxo.
O seu sangue se tornará mais ácido com o acúmulo de dióxido de carbono. E as suas células começarão a se dividir, esvaziando as enzimas dos tecidos.
O cálcio endurecerá os seus músculos. E o seu corpo passará a exalar um odor acre, fruto de uma mistura química constituída por mais de quatrocentos compostos orgânicos.
Será assim: de repente, sem aviso, de surpresa.
Tudo o que constitui a sua existência entrará em colapso - o que significa dizer que a sua linha do tempo chegará ao derradeiro ponto final.
A partir destes preciosos segundos você não deixará mais qualquer rastro nesta bola azul gigante perdida no espaço.
Não haverá mais nenhum som. Nem qualquer imagem. Nem tato. Nem cheiro.
Restará apenas o inadiável: carne em processo de decomposição, um fenômeno da natureza conhecido como morte, óbito, falecimento, perecimento, fim.
E não se engane, o mundo permanecerá no mesmo lugar.
As partidas de futebol não farão um minuto de silêncio em homenagem à sua história.
Nas ruas os carros continuarão buzinando aleatoriamente, e nas emissoras de tv os apresentadores de telejornal prosseguirão dando notícias que você jamais ouvirá.
Nas igrejas os párocos manter-se-ão de joelhos dobrados preparados para o julgamento final, e nas esquinas os pedestres insistirão em atravessar as ruas como se você nunca tivesse existido.
No seu círculo social, a implacável indiferença tomará conta do tempo.
Os seus amigos permanecerão dedicando vastas horas ao consumo dos mais de dois milhões de vídeos de gatinhos disponíveis na internet. E nas redes sociais os seus inimigos pleitearão longas batalhas retóricas sobre política com pessoas que eles nunca viram.
Os seus entes mais próximos padecerão de sofrimento nas primeiras semanas, mas paulatinamente voltarão a executar os processos naturais da vida, adaptando-se à sua ausência.
Tudo permanecerá intocado: as baladas, os bares, os programas de auditório, o carnaval, os shows de humor, os barulhos ensurdecedores dos carros rebaixados.
Virá a primavera, o verão, o outono, o inverno. E então tudo se repetirá num novo ciclo.
Você deixará de ser carne para virar memória. E o tempo não falhará em transformar sua existência numa vaga lembrança, um túmulo abandonado no meio de um cemitério, uma refeição ordinária numa quarta-feira entediante para uma porção de bactérias e insetos.
Dentro da gente habita uma bomba relógio invisível. Ninguém sabe exatamente o prazo dela, mas o artefato abstrato atravancado é religiosamente pontual.
Cada instante da vida é uma escolha sobre como gastar o tempo que o tempo tem. Mesmo a decisão que levou à leitura deste texto até aqui.
Pode parecer clichê de empreendedor de palco, melodrama de parachoque de caminhão, mas você é literalmente a única pessoa no mundo capaz de administrar cada minuto que resta entre o término desta frase e o seu túmulo.
Nesse caminho, tentarão até prometer vagas soluções, parceladas em doze vezes sem juros. Mas acredite: não há outro indivíduo neste planeta apto a salvá-lo da apatia, do ócio e da improdutividade. Nem quem tenha a capacidade de libertá-lo dos relacionamentos tóxicos, dos subempregos e dos vampiros emocionais.
Há um monte de gente bacana lá fora esperando encontrar gente bacana. E há um monte de babaca tentando sugar cada gota da sua energia.
Há um monte de coisas grandes prontas para serem conquistadas. E há o tempo perdido.
É você quem determina o que fazer com o que resta desse relógio.
Chegará um dia em que o seu coração parará de bater.
Mas não hoje. Não agora.
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2018.06.18 11:04 katze4ever Não sei interagir

Bom, eu sempre fui tímida e sozinha. No fundamental eu já me sentia deslocada das outras crianças, meus pais sempre foram reservados e tradicionais, não sabia como me abrir com eles e dizer como me sentia. Nesse período fui tomada por um sentimento de inferioridade. Me julgada menos inteligente, menos bonita, com condições financeiras menos favorecida. Não tinha apoio dos meus pais, não conseguia me aproximar das outras crianças, me sentia rejeitada por todos. No recreio eu ficava sozinha, quando acontecia trabalhos em grupos era a última e ser escolhida, isso tudo se tornou muito tóxico pra mim, na minha visão era indícios de que não me encaixava nesse mundo e portanto era inútil minha existência. Quando fui para o ensino médio tudo piorou de vez, eu me sentia a pessoa mais feia do universo, olhava para as outras meninas e me sentia um lixo, tinha baixa autoestima, por vezes tentei me arrumar e sentia que ainda assim não era suficiente, que ainda permanecia horrível, tinha vergonha de ir pra aula, não conseguia me identificar com as meninas do meu colégio, muito menos com os garotos, tinha medo de me colocar em alguma situação constrangedora, não queria chamar atenção. Eu sempre fui introvertida, com dificuldade em me concentrar e péssima nos estudos, tinha receio de pedir pra levantar e ir ao banheiro no meio da aula porque sabia que muito provavelmente alguns olhares iriam se voltar para mim, e isso era angustiante pra mim, o mesmo acontecia quando tinha alguma duvida na aula, não pedia auxilio e ia para casa sem entender a matéria. Meus pais eram extremamente intolerantes, quando eu tentava lhes contar algo, me diziam que eu era muito covarde, que deveria resolver isso sozinha, que aquilo tudo era bobagem minha, que eu estava parecendo uma louca. Isso se tornou muito desgastante pra mim, me sentia completamente sozinha, com um enorme vazio dentro do peito, sentia que ninguém me entendia e que eu era fracassada por não lidar com aquela situação sozinha. Depois de um tempo eu tomei a decisão mais errada da minha vida que foi fazer de tudo para que meus pais me tirassem daquela escola, mudei para outra e o episodio se repetiu até que eu consegui fazer com que eles me deixassem parar de estudar. Na minha mentalidade, o ambiente escolar era muito toxico e por isso eu queria me afastar dali, ter que conviver naquele local me tomava muita energia, nunca fui bem nos estudos então não me importava, por isso chutei o balde. Mas em casa, foi a mesma coisa ou ainda pior. Meus pais brigavam muito entre si e comigo, me ameaçavam para que eu saísse de casa, que não tinham obrigação nenhuma de me sustentar que eu deveria procurar um emprego, etc. Meus irmãos também me incomodavam. Nisso, eu tinha vergonha de sair de casa para deixar currículo nas empresas, olhava para as pessoas na rua e sentia que algo estava errado comigo, que eu estava ridícula naquelas roupas e que se eu passasse por tal lugar iria ver meus ex colegas e eles iriam rir de mim. Então eu fazia de tudo para permanecer dentro de casa. Eu via filmes e entrava nas redes sociais constantemente e observava como todas as pessoas tinham amigos ou namoravam, saiam e eram felizes. Aquilo fez com que eu me sentisse ainda mais carente. Desejava ter pessoas que gostassem de mim e que queriam conversar comigo. Tentei falar com meus pais, mas não deu certo, eles diziam que eu precisava procurar Deus, que uma pessoa normal não deveria agir da maneira que eu estava agindo, que eu deveria mudar. Eu por muitas vezes me forcei a sair de casa ou não me preocupar com que os outros iriam pensar sobre mim e me exercitar. Mas nunca me sentia motivada e me culpava por isso. Comecei a procurar alguma especie de conforto na comida, comia sempre que me sentia triste ou entendiada. Em umas das brigas com meus pais eu estava muito triste e nem comer fez com que eu me sentisse melhor, eu realmente precisava desabafar com alguém então tive a ideia de procurar alguma sala-virtual. Depois disso eu comecei a conhecer algumas pessoas e como eu não precisava estar diretamente exposta isso era muito confortante pra mim. Criei a ilusão de finalmente ter encontrado pessoas que me entendessem, que não se preocupavam com a minha aparência, com meu grau de intelectualidade ou condição financeira, sentia como se eu estivesse sendo gostava de verdade, fazendo parte de algo. Só que depois de um meses eu percebi que aquilo era só uma falsa impressão, aquelas pessoas não eram aquilo que eu pensava que elas fossem. Me frustei muito, mas sempre recorria a internet para me sentir menos sozinha. Com isso "conheci" várias pessoas, de diferentes maneiras, dali criei um mundo paralelo e esqueci da minha realidade. Até o ponto dos meus pais perceberem e começarem a me questionar sobre o que eu fazia tanto no computador. Descobriram e brigaram muito comigo. Mesmo assim eu continuava com aquele hábito de passar horas falando com seres aleatórios na internet pra suprir uma carência que eu não conseguia me livrar. Nisso foram passando os anos e agora eu estou aqui. Com essa ilusão de que vou encontrar amigos de verdade ou o amor da minha vida aqui, trancada em casa quase todos os dias, sem conseguir socializar pessoalmente, (eu até consegui empregos mas sempre era torturante pra mim a ideia de ter pessoas a minha volta), sem nunca ter mantido um contato real, ter alguma relação realmente concreta, sem uma formação ( consegui terminar o ensino médio sem o ensino regular). Penso que nunca vou conseguir ter uma conexão sólida e profunda com alguém, apenas ter conversas superficiais através de uma tela de computador. Minha relação com meus pais e irmãos até melhorou um pouco, sinto que sou muito velha pra recuperar o tempo perdido. Só quero ter força e coragem pra mudar minha vida, me amar, ir atrás dos estudos, poder lidar melhor com as pessoas, ser verdadeira e não me envergonhar de quem eu sou.
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2017.12.28 17:57 brucewaynedosuburbio Oi, Reddit. Hoje me pagaram R$ 2 mil para stalkear e descobrir tudo sobre uma pessoa. Segue meu relato de como fiz isso :)

EDIT MAIS IMPORTANTE: não me desafiem :)
EDIT IMPORTANTE: galera, comecei a receber várias mensagens de pessoas interessadas e pedindo ajudaa para encontrar amigos e amores do passado. Eu não sou profissional nisso e fiz isso como hobby, não depositem suas fichas em mim não, rs.
E outra: vou viajar agora no Ano Novo e ficar um tempo fora. Então não devo responder mais nada por aqui por um tempo. Quando voltar, vejo mensagem por mensagem e se posso ajudar ou não.
Voltando ao post original
Eu trabalho com marketing digital e sempre fui bom em caçar pessoas. Fazia isso no trabalho direito a ponto de se tornar um hobby. Brotou um cliente novo? Eu usava meus recursos para descobrir tudo o que podia sobre ele: endereço, estado civil, mídias sociais, processos, relacionamentos e por aí vai.
Isso me fez descobrir coisas interessantes. Como uma pessoa que entrevistamos para o trabalho era um bolsominion expulso da Polícia Militar acusado de assassinato (surpreendentemente absolvido, apesar de tudo apontar contra ele e seus colegas e ter até matéria de jornal sobre isso). Que o novo namorado de uma colega de trabalho frequentava um fórum de acompanhantes e tinha um perfil fake para manter contato com as primas. Que uma funcionária daqui abriu uma empresa no nome do marido e estava usando informações privilegiadas nossas para concorrer conosco em pequenas licitações.
Minha fama acabou crescendo um pouquinho até chegar em um amigo de um colega de trabalho. A missão que ele me passou? Encontrar um amor dele do segundo grau. Achei meio obsessivo, mas o cara me disse que só queria saber como ela estava, como eles haviam perdido completamente o contato por terem se formado ainda nos anos 90, sem os benefícios da internet e tal. Ele tentou contratar uma firma de detetives, mas os caras não descobriram nada com as informações que ele passou. E ele ainda morreu uma grana boa com eles.
Ele veio falar comigo e pensei, por que não? Como nunca tinha feito isso na vida, ofereci receber APENAS se descobrisse alguma coisa, apesar de geralmente rolar um adiantamento nesses casos. Segue como fiz.
Disclaimer importante: nada aqui é garantia de que vocês terão algum resultado seguindo essas dicas. Algumas pessoas têm uma pegada digital ínfima por conta da idade ou da natureza de seus afazeres profissionais/acadêmicos.
Informações que recebi: primeiro nome, um dos sobrenomes, bairro onde a pessoa morava e supostamente ainda morava, uma foto dessa pessoa no fim dos anos 2000 em uma reunião de ex-alunos dessa escola. Ele também sabia que a pessoa em questão fazia aniversário em maio. Ele desconfiava que ela havia passado para algum curso de Letras de faculdade pública do Rio de Janeiro ainda no fim dos anos 90.
Primeira fonte: o Facebook: perguntei ao cara se ele conhecia alguém de confiança que morasse no mesmo bairro que ela. Ele tinha. Essa pessoa me cedeu sua senha e login no Facebook temporariamente para ajudar na busca. A combinação de nome + sobrenome que ele tinha não dava resultado algum. Provavelmente ela usava outro sobrenome.
Aqui eu tinha duas alternativas: a mais correta, que era pegar esses dois nomes que ele tinha e consultar o registro de aprovados no curso de letras nos anos que ele indicou (1998/1999) ou visitar a antiga escola dela. Seria o método mais fácil para descobrir o nome completo dela, mas também me tomaria tempo e gasto de ficar indo fisicamente nas universidades e na escola para consultar esses registros. Eu não queria tirar a bunda da cadeira, então foi na força bruta.
Eu chutei algumas dezenas de sobrenomes. Comecei calculando o numero de perfis que acessei numa única manhã e parei de contar quanto já estava na casa dos 200. Acho que estava na casa dos 300 quando encontrei pela foto.
Páginas curtidas, fotos curtidas pela pessoa: vamos chamar a pessoa de Karen. Karen tinha um Facebook bem monótono. Parcialmente fechado, com menos de 200 amigos e pouquíssima atividade. Isso é um empecilho fodido, mas vamos lá: com a user ID dela, você consegue checar as fotos que ela curtiu a partir do link https://www.facebook.com/search/INSERIR_NÚMERO_DA_ID_AQUI/photos-liked . Também acompanhei as curtidas dela.
Assim, descobri que ela era espírita e seguia as páginas de alguns centros espíritas. Nos comentários de fotos dela - as poucas abertas - vi pessoas mencionando encontrá-la no tal centro espírita, mas sem mencionar o nome dele. Chequei as fanpages de todos os centros e revirei as fotos dos eventos até descobrir que não só ela era membro assídua de um deles, mas também era médium de um deles. Consegui até para ele os horários em que ela atendia no centro.
Pelas páginas curtidas, também descobri um bocado sobre ela: que ela tinha um filho, que ela era espírita e de esquerda, que ela fora abandonada pelo marido. que seguia várias páginas de concurseiros, que gostava de ler literatura hot, que aparentemente sofria de depressão.
Nosso amigo Google: sabendo o primeiro nome dela, o sobrenome que esse cliente lembrava e o que ela usava no Facebook, juntei os três para fazer algumas combinações de pesquisa no Google. Sempre usando aspas e tentando fazer diferentes buscas.
"Karen" "Santos" "Amoedo"
"Karen dos Santos" "Amoedo"
"Karen Amoedo" "Dos santos"
Como eu sabia o ano aproximado em que ela nasceu e o suposto mês, jogava a data junto também com um dia aleatório: "13/05/198X".
Não demorou muito para rolar o bingo. Karen dos Santos Souza Amoedo, nascida em 24/05/198X. A informação veio na lista de aprovados de um concurso público de alguns anos atrás.
A partir daí, foi uma chuva de resultados. Descobri as exonerações e contratações dela em diferentes cargos federais e estaduais por conta dos Diários Oficiais, que ela foi assistente administrativa em uma faculdade daqui por alguns anos, passou em outro concurso e migrou para outra instituição.
A partir dos editais de cada concurso e o LoveMondays, identifiquei também o salário estimado que ela ganhava em cada um deles sem grandes dificuldades.
O Google retorna muita coisa boa. Registros em cartório, processos, empresas no seu nome, uma caralhada de coisa. Numa dessas buscas, encontrei o perfil dela no Youtube, que era aberto e tinha várias informações de coisas que ela gostava: hobbies, canais sobre depressão e espiritismo, plano de estudos para concursos públicos e por aí vai.
CPF é seu amigo
Hoje, é muito fácil no Brasil você consultar informações de pessoas por CPF em sites como o CC Fácil. Seu próximo passo então é descobrir o CPF da pessoa em questão.
Aqui é muito 8 ou 80. Muita gente tem o CPF largado pela internet por milhões de razões: alguma citação em ação judicial, diário oficial, burrice, uns bancos cadastrais que se encontram por aí. O meu, por exemplo, não está disponível em lugar algum.
No caso dessa pessoa em questão, jogar o "Karen dos Santos Souza Amoedo" (lembrando que o nome é fictício :) ) rendeu algumas dezenas de resultados e, num deles, havia o CPF da pessoa em questão. Fui lá eu no CC Fácil fazer a consulta.
Tem duas coisas SUPER importantes sobre o CCFácil:
O resultado? O endereço de casado dela, o atual endereço, o celular, o telefone fixo, alguns detalhes sobre a vida financeira dela.
A interpretação das informações: só nessa brincadeira aí já estava terminado o serviço, mas decidi ir mais a fundo e ver o que mais conseguia descobrir. Muita coisa é subjetiva e fruto de algumas migalhas de informação que a gente precisa interpretar, é quase como contar uma história mesmo.
Eu consegui acertar o perfil básico dela quase que por inteiro. A conclusão que cheguei foi que Karen casou-se com 20 e poucos anos, teve um filho e se separou em algum momento. Não consegui descobrir o nome do cônjuge, mas acho que poderia ter ido mais longe se recorresse aos cartórios da região. A depressão veio depois da separação, aparentemente com o filho ainda pequeno (hoje adolescente).
Pela descrição que ele me deu, ela parecia pouquíssimo religiosa nos tempos de escola. Concluí que a religião foi a forma que ela encontrou de enfrentar a depressão. Ela jamais exerceu a profissão pela qual se formou, se limitando a fazer vários concursos públicos para assistente administrativo, sempre mirando bem baixo. O salário mais alto da carreira dela foi R$ 2700~R$3100, já com as gratificações inclusas, pelo que consegui achar.
Ela conseguiu manter o peso após a gravidez, pelas fotos que encontrei. Mas a separação e a possível depressão fizeram ela engordar bastante. Ela também seguia várias páginas de comida orgânica e dietas saudáveis, mas não parecia estar fazendo muito efeito.
O que mais consegui?: liguei para a entidade pública onde ela trabalhava me identificando como funcionário dos Correios. Queria confirmar o endereço dela e a unidade daquela repartição onde ela trabalhava, já que era uma instituição bem grande. Falei que tinha uma encomenda no nome dela como endereço errado e que seria devolvido ao remetente, mas que aquele era o único telefone de contato. Nego se desdobrou e conseguiu me passar exatamente onde ela trabalhava e o ramal dela. Essa instituição tem várias unidades diferentes espalhadas pela cidade.
Queria confirmar o endereço que havia descoberto pelo CPF, mas também quis testar a ingenuidade dela. Dei outro endereço próximo no bairro em que ela mora, dei o nome do remetente como uma loja de apostilas de concursos públicos (com base nos interesses dela que escavei). Ela acreditou na hora e me passou o endereço certo, confirmando o segundo endereço que recebi na consulta da CC Fácil. Talvez o primeiro fosse dos tempos de casada.
Além disso tudo, com uma foto taggeada de uma amiga, descobri a escola onde o filho dela estuda. E que ele é meio geek/otaku (imagina se o cara tá no sub, hehe).
Acertei tudo? Da minha interpretação, só errei o espiritismo como válvula de escape para a depressão após o fim do casamento. Na verdade, o espiritismo foi a resposta que ela encontrou para a morte do pai há alguns anos.
Por que estou postando isso aqui?
Várias razões:
Sim, é meio creepy. Bem creepy, na verdade. Mas eu fiquei satisfeito com o resultado e espero que os dois se deem bem. E que ele não seja um psicopata ou mate ela, senão vou ficar com uma dor na consciência fodida. Mas pelo menos ganhei R$ 2 mil por basicamente um dia de trabalho :)
Vai funcionar comigo?
Aí vai um depende gigantesco, como eu disse lá em cima. Eu tenho uma vida bem ativa nas redes sociais e me recrimino por isso. É bem fácil saber bastante sobre mim e descobrir coisa sobre a minha vida. Mas a minha esposa, por exemplo, tem uma pegada digital mínima. Trabalha na iniciativa privada, em uma empresa pequena, não tem empresas no seu nome, não faz concursos públicos, não tem uma profissão que coloque o nome dela na internet repetidamente, não é chegada às redes sociais.
Se meu alvo em questão fosse a minha esposa, provavelmente eu não conseguiria porra nenhuma. Minha dica? Se vocês têm algo comprometedor e querem esconder, ou até simplesmente querem proteger sua privacidade, comecem a buscar essas informações sobre vocês disponíveis por aí e apaguem elas. Se você quer encontrar alguém, é só ser perseverante. A internet é um mar de informação.
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2017.07.24 20:23 AndroidWorm Preciso de alguns conselhos pra ajudar minha família nessa crise

Meu pai ficou desempregado há 2 meses, e não tem perspectiva de voltar a trabalhar. Percebi que, se eu não ajudar de alguma maneira, nós não teremos como pagar as contas de casa - porém, sou limitado pela carga horária de uma faculdade em período integral, então procurei alguma coisa que poderia fazer nas poucas horas livres da semana.
Por muito tempo brinquei em programas de edição gráfica como o Photoshop, fazendo montagens e panfletos como piada entre meus amigos. Decidi que, por conhecer os básicos de edição gráfica e ter motivação/facilidade para encontrar caminhos/tutoriais na internet pra aprender a utilizar os recursos do Photoshop & Illustrator, poderia fazer alguns bicos de design.
Penso que conseguiria trabalhar em criação de logos para pequenas empresas, panfletos, cartãos de visita e papelaria em geral. Também conseguiria trabalhar na criação de sites a partir do Wordpress, que é bastante intuitivo e existe um monte de tutorial na internet pros pedidos mais avançados.
Brinquei um pouco nesse final de semana, e cheguei no seguinte resultado: http://imgur.com/a/0mnmN
Porém, estou extremamente perdido sobre como começar. /brasil, como eu me promovo? Como eu consigo clientes? Utilizar os preços de empresas já estabelecidas no mercado que encontrei na internet é correto, ou devo cobrar mais barato pra me estabelecer?
Mil desculpas se forem perguntas idiotas.
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