Fazer caras como falar ao telefone com sua namorada

Sogro kuzao

2020.07.03 07:56 rVonyon Sogro kuzao

Vou tentar ser breve no relato, mais tem coisas que eu tenho que explicar senão o resto não faz muito sentido. Namoro com ela a 1 ano e 4 meses, nesse tempo fui na casa dela uma 10 vezes no max, passando sempre menos de meia hora.O motivo = o pai kuzão
Mais quando eu falo kuzão, é kuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer eu me sentir um *****, me humilhar e tripudiar. Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe, quem assistiu algumas das 30 temporadas de malhação manja como é. Não sou pobrão master, mais meu trabalho não é la essas coisas, e eles são de família rica,gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500. O maluco achar que eu to ali por causa do dinheiro já é um motivo escroto,tendo em visto que a filha é linda,até se fosse favelada eu olharia do mesmo jeito,mais [email protected], FAZ MAIS DE UM ANO,custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz?
Explicada a situação, vamos aos fatos- Minha família foi viajar pra casa de uns parentes,eu trabalho,não pude ir.Quando você namora,e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso "ou eles ou eu" Sem família,distante dos amigos,não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela. Eu odiei a ideia, lógico, mais ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem, Ô. A mãe dela não é necessariamente uma [email protected] rica,sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mais ok. Tem uma irmã também, mais é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é gata e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.
A TRETA- Vamos pular pra ceia, Já podem imaginar que o sogrão "gente boa" além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas,a fim de humilhar este ****** que vos fala. Começou aquela palhaçada depois da meia-noite, começou o que eu vou chamar de rage-time: Primeiro rage-time: A empregada servindo todo mundo,chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher,falou pra ela deixar os negocios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho, que tava acostumado com self-service. Imagina aí já minha cara de lixo. Minha namorada,que não enfrenta o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar. Segundo rage-time: Meu telefone tocou,minha mãe querendo dar feliz natal,fui atender na inocência,ele deu UM SOCO na mesa, -VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? "MALANDRO". Essa minha mãe ouviu,levantei da mesa e fui falar com ela,voltei,ele tinha tirado meu prato da mesa (rs) A essa altura, vocês já imaginam o quão **** eu tava, [email protected] a ceia, [email protected] tudo, nem fome eu tinha mais. Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim, disfarçando perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe. Rage-time final:O filho da **** TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras, Quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim: -E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? é muita folga, aqui empregada folgada assim comigo se *. Não dava mais, eu ia me sentir um ** pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele maluco ali mesmo Tá bom que ia acabar o namoro, ta bom que eu também podia apanhar,que ia acabar com o natal da família,mais ofender assim alguém que nem ta ali pra se defender, alguém que eu sei que dá um duro do ******* pra viver ser motivo de gracinha pra quele lixo de pessoa. Toquei o *-se,não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo,mais foi mais ou menos isso: -ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE **,VOCÊ QUERER TIRAR COM A MINHA CARA JÁ DURANTE UM ANO É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR,AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS. Nessa ele me interrompeu simplesmente gritou -FALA BAIXO SEU FAVELADO e jogou o copo em mim,pegou no meu braço. Imagina o caos que tava essa mesa, minha namo tentando me segurar,a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando, Eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo.Ele veio,dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele,enquanto ele vinha eu via a janela da sala de jantar grande de fundo Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma especie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2020.02.12 14:37 dnlszk A Enel é uma desgraça de empresa

Desculpa o palavreado, mas que puta empresinha de merda que é essa Enel, cara. É como se eles estivessem te fazendo um favor, não oferecendo um serviço pago. Já vou avisando e pedindo desculpas porque o texto a seguir é longo, galera.
Só um pouco de contexto antes de começar a história pra valer: tô namorando com esta morena faz dois anos, ela ia se mudar mais pra dentro de São Paulo porque é mais fácil pro trabalho dela (ela morava no Carombé), meu contrato de aluguel está pra acabar em março, então decidimos ir morar juntos mesmo. Achamos um sobrado bem bonitinho, reformado, bem localizado, o proprietário gostou da gente, conseguimos comprovar renda, assinar contrato, etc etc, estamos lá.
Os últimos inquilinos desligaram a energia lá com a Eletropa, opa, Enel antes de sair, teríamos que ligar lá pra pedir o religa e passar a titularidade; até aí tudo bem, nada fora do padrão do processo de mudança, vocês devem saber como é.
Minha namorada, um pouco afobada, já tava ligando lá desde quarta feira (só iríamos pegar as chaves na sexta, mas ela queria chegar já com energia pelo menos, do que não discordo, mas enfim) e aí começou a merda. Ligou algumas vezes de manhã, uma na hora do almoço, outra vez mais tarde - e a Enel sem sistema todas as vezes. Uma vez a atendente disse pra tentarmos solicitar o serviço pela internet; quando tentei fazer isso, o site me falou pra ligar pra eles. Na quinta feira ela ligou umas duas ou três vezes até finalmente ter sistema. Nessa vez que deu certo ela pediu pra trocar a titularidade e pro técnico ir lá fazer o religa.
Eles dão pra você um prazo de 48 horas pro técnico ir no imóvel mexer no relógio, e ele pode aparecer das 08h até as 20h. E é isso, ele vai aparecer quando der e você não tem a menor ideia de quando pode ser isso dentro dessa janela de tempo incrivelmente abrangente. Entendo que fornecer esse serviço pra cidade inteira de São Paulo não é fácil, mas custo a acreditar que não exista uma forma mais inteligente de fazer esse trabalho. Enfim, isso foi quando ela ligou na quinta, então o técnico iria lá ou na sexta ou na segunda - porque os técnicos não trabalham de final de semana, apesar da central de atendimento funcionar 24hrs por dia, todos os dias da semana. Deixamos meu celular e o dela como telefone de contato.
Minha namorada tirou a sexta feira de folga - observação: ela é marceneira/cenotécnica e ganha por dia de trabalho, ou seja, tirar dia de folga significa receber menos - pra ficar lá esperando o digníssimo técnico chegar. Ela acabou se atrasando um pouco, chegou lá entre 08h15 e 08h20. Resolveu ligar na Enel pra ver se tinha como saber alguma estimativa de quando o técnico iria, aí a atendente disse pra ela que o técnico "já tinha passado e não encontrou ninguém e foi embora". Não tinha nenhuma ligação recebida ou perdida no meu celular, nem no da minha namorada. E tipo assim, eles não fazem igual o Correios, que tenta entregar, se não consegue eles dão três dias pra ficar tentando de novo, e aí se não conseguir você tem que buscar o pacote - nessas 48hrs, das 08h até as 20h que o técnico da Enel pode aparecer na sua casa, quando ele for e se não tiver ninguém lá, ele não tenta de novo: eles cancelam o religa e você tem que entrar em contato pra solicitar o serviço novamente. E ainda passam a cobrar uma taxa pelo serviço. E começaram a empurrar que tinha uma conta em aberto de fevereiro de 2020 que estava em quase 60 golpes.
Imaginamos que a conta em aberto poderia ser alguma coisa que "sobrou" do inquilino anterior, e nesse caso resolveríamos com o proprietário mesmo. Ao longo do final de semana, fomos tentando solicitar o serviço de religa novamente, mas eles sempre estavam sem sistema, tentei pela internet e não consegui também, no site eu vi que tinha a possibilidade de fazer a solicitação por SMS, e resolvi tentar. Quando mandei a mensagem, veio uma resposta que o serviço já tinha sido solicitado e que era pra aguardar.
Quando chegou segunda feira - já estávamos na casa desde sábado, as vezes íamos na casa da minha mãe pra comer, tomar banho quente, usar internet e carregar celular, bem parasita mesmo - minha namorada ligou lá pra confirmar se tinha solicitação e se o técnico viria. Descobrimos que não tinha solicitação, que por SMS na verdade "é pra serviço de reativação e não de religação". Ah, e como desgraça pouca é bobagem, lembram que
(...) a atendente disse pra ela que o técnico "já tinha passado e não encontrou ninguém e foi embora".
Nós entendemos "o técnico já tinha passado" como se ele chegou lá 08h em ponto da sexta feira, não tinha ninguém e foi embora nos quinze minutos que minha namorada se atrasou. Mas, na verdade, o técnico foi lá na quinta feira. Sabem por quê? Porque como a demanda estava baixa, o técnico resolveu ir lá na quinta mesmo. Repetindo: não tem nenhuma ligação perdida de quinta feira no meu celular nem no da minha namorada. O técnico resolve ir no dia que não estamos esperando e a própria atendente disse que seria ou na sexta ou na segunda, ninguém foi contatado; o técnico chega lá e não tem ninguém então vai embora, ninguém é contatado.
Enfim, solicitamos a desgraça do serviço de novo; viriam em 48hrs, ou seja, na terça (ontem) ou quarta (hoje), a menos que ele "resolvesse" vir na segunda, né - mas acho que a chuva monstra que caiu na segunda deve ter fodido o trabalho deles, então não resolveram vir de surpresa. Ah, detalhe: o sobrado fica atrás de um prédio na esquina, e o relógio de energia do sobrado não fica no sobrado, mas sim na caixa de força do prédio - na Enel está cadastrado o endereço do prédio no apartamento 11, mas o prédio só tem dez apartamentos; o 11 é o sobrado. Então nós não esperamos o cara em casa, temos que ficar esperando na rua na frente do prédio.
Enfim, ontem tirei o dia de folga pra ficar lá de castigo esperando o famoso técnico, passei o dia inteiro na rua, algumas vezes na chuva, e nada. Ligamos pra ter certeza e realmente ele não foi e a solicitação ainda estava ativa. Hoje minha namorada está lá torcendo pro jovem passar até meio dia pra pelo menos ela não perder um dia inteiro fazendo nada.
É isso, desculpa o texto gigante, espero que vocês tenham um dia melhor do que tive ontem e melhor do que minha namorada terá hoje.
EDIT: acabei de ser informado que apareceu um técnico da Enel lá no prédio, mas o cara foi pra desligar o relógio de um dos apartamentos que foi esvaziado recentemente, minha namorada tentou falar com ele mas ele não pode religar o nosso relógio.
EDIT [2]: finalmente temos energia elétrica! O técnico chegou lá pelas 16h30, perguntou se era endereço x, quando minha namorada falou que não ele checou uma lista e disse que era pra sermos os últimos do dia, mas já que ele tava ali ia fazer o religa. Quando abriu a caixa de força, ele olhou pros relógios e veio com uma conversinha de "nossa, isso aqui é muito antigo, não sei se sei mexer nisso aqui". Era só o que faltava. Mas deu tudo certo, finalmente.
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2020.01.24 13:39 drdova Ainda gosto da minha ex

Olá pessoal, estou tentando já há algum tempo escrever esse post, finalmente chegou a hora certa... provavelmente vem textão, então pega uma água e senta aí, tentarei deixar o texto bem escrito para que a leitura fique agradável.
Tive uma história muito linda de relacionamento, namoramos por quase 7 anos e infelizmente terminamos em Maio do ano passado, eu quem terminei. Nós não chegamos a ficar brigados, mas nos machucamos muito. Hoje tenho 23 anos, ela tem 21. Deixamos de nos falar em agosto do ano passado. Cada um passou a viver sua vida, ficar com outras pessoas e etc.
Acontece que semana passada, mandei uma mensagem pra ela dizendo que ela tinha sumido, não tinha dado mais notícias e etc, ela visualizou e não respondeu. Bem.. achei que nesse momento ela não falaria mais comigo, até que no outro dia ela me liga. Ela diz que sumiu porque preferia assim, disse que não era bom estarmos nos falando, nem trocando mensagens, mas começou a perguntar de mim, se eu estava bem, por onde eu andava, o que fazia, até que me perguntou se eu ainda gostava dela e eu disse que a amava, ela respira fundo, eu de fato compreendi que ela gostou da notícia, que gostou de saber que eu ainda sinto algo por ela, perguntei se ela gostava de mim ainda, ela fez um monte de arrudeios e não respondeu minha pergunta, disse que precisava desligar o telefone e que não era pra eu falar mais com ela. Falei que tudo bem, mas que eu queria ver-la como amigo, que queria sentar um tempo, rir, conta histórias da minha vida e etc. Ela desligou.
Na sexta feira da semana passada, aparece uma notificação no meu snapchat que ela estava digitando algo para mandar pra mim, sendo que não recebi nenhuma mensagem. Na terça e na quarta feira dessa semana aconteceu a mesma coisa, ambos os dias aparece uma notificação de que ela estava escrevendo algo, mas nenhuma mensagem chegou. Então, ontem (quinta-feira) ela posta uma foto no snap (claramente para eu ver, porque ninguém usa mais snapchat e ela NUNCA posta algo lá, faz anos que ela n posta foto nesse AP) , eu respondi dizendo que ela estava muito linda, falei mais umas coisinhas nesse sentido e disse que precisava falar com ela novamente, então ela me ligou.
Nessa segunda ligação perguntei de cara se ela estava namorando, ela respondeu que não importa se está ou não, que não ia me responder nada nesse sentido. Conversamos 1h e 10 minutos no telefone. Falei o quanto amadureci durante esse tempo separados, que cresci como pessoa, como profissional, mas que há um lado em mim que gosta muito dela, falei que desde que nos separamos não tem um único dia que deixei de pensar nela, que nada do que fiz (indo à festa, outros relacionamentos) me preenchia, que eu de alguma forma estava bem ligado a ela ainda, mesmo há 8 meses separados. Ela me responde dizendo que entende, que infelizmente nos separamos, que as coisas não deveriam ter sido da forma que foi, que tínhamos tudo para dar certo, mas infelizmente as coisas aconteceram. Ela é bem religiosa, disse que Deus estava no comando de tudo, que orou diversas vezes entregando a vida dela a Deus e que a vontade dele sempre vai se realizar. Ela viu minhas fotos no instagram com uma amiga de outra cidade, perguntou se namorávamos, insistiu dizendo que a guria era minha namorada, mesmo eu dizendo que não, ficou fazendo uma certa birra. Ela perguntou muito sobre mim ainda, acredito que de fato ela sente algo por mim, foram 7 anos.
Vamos ao finalmente... Eu não posso namorar com ela agora por uma série de motivos que envolve o lado financeiro, pessoal, profissional e religioso. Creio que pra ela seria o mesmo desgaste. Ela entende isso, tenho certeza.
Eu falei para ela que em Outubro, que é quando eu vou ter sanado todos esses problemas, irei procurar-la, irei querer namorar com ela e que dessa vez não vou passar mais que 1 ano namorando, iria querer casar, até mesmo porque vou ter dinheiro para bancar tudo, se assim Deus permitir.
Ela não acreditou muito no que eu disse (eu acho), falou que daqui pra lá vou ter oficializado meu namoro com a guria da outra cidade, falou que vou ter outra pessoa na minha vida, que o sentimento por ela não seria mais o mesmo.
Avisei que ela receberia sim essa ligação, se atendesse que saiba que vai ser nesse sentido.
Perguntei novamente a ela se ela ainda gostava de mim, ela disse que precisava desligar, na mesma hora perguntei de novo... ela respondeu que precisava muito desligar. Ela me desejou boa noite, que eu me cuidasse e pediu para não nos falar mais.
Depois desse longo texto, o que fazer? Tocar minha vida daqui para outubro e ver no que dá? Vocês acham que com base no que relatei ela ainda deve gostar de mim? Você passaria 1h 10 min numa ligação com seu/sua ex, sabendo que ele gosta de você sem você gostar dele?
Alguém leu até aqui? Se sim obrigado.
DrDova
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2019.04.22 00:43 lucius1309 CASO PERDIDO

"Talvez ir ao Inferno e voltar como se absolutamente nada tivesse acontecido."
Foi essa a resposta que dei pra Patrícia quando ela me perguntou o que eu imaginava como uma grande conquista pra um ser humano. Paz de espírito é outra coisa. E ela prosseguiu com as perguntas como se eu fosse um grande conhecedor da humanidade.
"Mas Carlos, analisa comigo, você ser um cara tão esclarecido e sem opinião política não faz sentido algum. Você precisa se posicionar de alguma maneira! Veja o caos que o mundo se tornou, eu não quero nem imaginar o que vai vir daqui pra frente!"
O ano era 2016 e estávamos absurdamente fudidos, assim como estamos agora em 2019, e assim como estaremos em 2020. Assim como estaremos até o fim dos tempos. Deus não tem piedade das nossas almas assim como a bíblia costuma dizer que tem.
Respondendo Patrícia.
"Não é que eu não tenha opinião sobre as coisas, é que enquanto a maioria das pessoas está tentando fazer as demais forçosamente estar do lado delas, eu estou bebendo e esperando o mundo fazer algum sentido. E vou parar de beber sim, no dia em que o mundo estiver fazendo sentido. Um acordo simples, e no meu entendimento, justo."
"Todo esse seu jeito de pensar vai te matar algum dia. Já pensou, um dia eu acordo com sua foto no meu Facebook dizendo que veio a óbito?"
"Isso é impossível, tentei me matar oito vezes e não consegui. Não vai ser a garrafa que vai fazer esse trabalho sujo."
"Nunca duvide do potencial de uma garrafa" ela disse, dando uma golada na cerveja "do jeito que você tá indo, não passa do ano que vem."
"Seria sorte demais, uma sorte que não tenho." respondi.
Pensei que ela tava falando asneira demais, e por isso pedi mais dois shots de cachaça (do Velho, é claro) e golei ainda com mais força e raiva meu copo de cerveja. Servi tudo de novo e virei mais uma vez.
Patrícia era uma garota legal, mas nossa relação estava se desgastando. Fazia quase três meses que a gente se via regularmente, os papos eram bons, mas eu era um sujeito exaustivo. Eu estava cansado. Pra falar a verdade, eu me odiava e queria morrer. Apenas isso. Mas era impossível pra mim (a morte), então ia vivendo de um jeito completamente inconsequente. E vinha dando certo.
Respirar o ar de cada dia, tentar fazer as coisas certas, ser uma pessoa bondosa e atenciosa, amar ao próximo, sorrir para crianças, cortar o cabelo uma vez por mês, as unhas todas as semanas, limpar os ouvidos e usar roupas o menos surradas possíveis, se meter em prestações para comprar um carro, beber socialmente e só aos finais de semana, parar com as drogas e com as idas frequentes aos puteiros mais fuleiros da minha cidade, pensar um pouco no ecossistema, amar pai e mãe como a bíblia mandava amar, arrumar um bom emprego e ter colegas de trabalho, pagar impostos e contas de água, luz, telefone, arrumar uma namorada, noivar, casar e ter três filhos e dois bichinhos de estimação, achar que tudo isso é o suficiente para preencher anos de vazio, descobrir que não é, voltar a beber com força e a cheirar cocaína até meu septo furar de vez, perder tudo e ainda assim se sentir completamente vazio, ver que ser um total babaca idiota imbecil não resolveu porra nenhuma, lutar pelos meus direitos de ficar muito louco também não, querer mudar o mundo sem fazer absolutamente nada, ter overdose de redes sociais, tudo isso, todo esse roteiro besta pra entender o simples: nada nunca vai se resolver por completo.
"Você tem que trabalhar esse seu perfeccionismo, Carlos. Isso vai te matar algum dia."
"Qual é o problema de querer que as coisas estejam certas?"
"Isso é obsessão. Você é o ser mais obsessivo que já conheci. Isso é completamente doentio."
Patrícia me tecia mais e mais críticas como se ela fosse a minha mãe ou a minha namorada, ou a minha professora da terceira série que sempre achou que eu tava errado. E graças a ela eu comecei a desistir de querer agradar sempre aos outros, e passei a agradar a mim mesmo, me tornando um completo egoísta que fazia de tudo para conseguir o que queria, mesmo que isso custasse caro para as outras pessoas. Anos depois comecei a matar aulas para beber conhaque e jogar fliperama, depois comecei a faltar no trabalho para beber descontroladamente por quinze dias, e, depois disso, comecei a deixar de ir em eventos de família porque eu não suportava ser tão falso e fingir que tenho uma. Porque eu não tenho. Eu nunca tive. E não há problema nisso.
Além é claro, das incontáveis vezes em que conheci uma boa mulher, com potencial pra quem sabe, ser a mulher da minha vida. Mas eu deixei de ir nos nossos eventos porque estava muito bêbado, ou chegava a ir, mas com olheiras fundas demais e completamente travado pelo uso abusivo de drogas.
Escuta, não me orgulho disso, mas isso fez de mim o que eu sou hoje. Fez eu me tornar o que jamais imaginei que me tornaria.
Agora, voltando pra 2016, eu e Patrícia novamente.
"Escuta aqui sua vagabunda do caralho, eu acho que você está dizendo é um monte de merda."
"Dói ouvir a verdade né?" ela disse, dando uma risada sarcástica.
"Dói ser uma puta arrombada, né?"
"Carlos, o que eu quero dizer é o seguinte, você escreve muito bem, bebe muito bem e fode muito bem, mas mulher nenhuma vai querer se meter com você por mais do que duas noites. É isso que você quer pra sua vida?"
"Não me parece tão ruim. Ao menos enquanto eu puder beber, as coisas sempre estarão no seu devido lugar."
"Você é um caso perdido!" ela disse, levantou, jogou cinquenta pratas em cima da mesa e foi embora sem que eu pudesse ter a chance de responder.
Não interessava mesmo dar uma resposta.
Eu só precisava sair dali, e rápido. Se possível pra um lugar em que houvesse bebida e drogas. Peguei as cinquenta pratas e saí de lá sem pagar a conta. Passei no mercado, comprei duas garrafas de Velho Barreiro, passei na biqueira e peguei três pinos de dez. Me tranquei no meu quarto e de lá não sai pelas próximas 24h que vieram.
Nada foi resolvido, mas, ao menos por um instante, foi esquecido. E talvez só isso já tenha valido a pena.
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2019.01.11 15:41 Dimitri_Vladvostok O caçador de segredos [longo e bastante amador]

Eu quero fazer uma confissão. Não tenho ninguém que seja elegível a ouvir o que tenho a dizer, por isso vou jogar esse relato no confins da internet anônima antes que eu finalmente deixe de existir...o que não é de tudo ruim.
Tenho um dom, algo que você já deve ter visto ou ouvido falar de alguma forma similar, e provavelmente era falso. Mas comigo é verdade, infelizmente. Sabe aquele negócio de enxergar as ‘’auras’’ das pessoas? Pois então, eu não vejo auras, mas as ‘’camadas’’ delas. Vou explicar melhor. Cada pessoa tem suas ‘’informações’’ guardadas dentro dela. Essas informações são sua história de vida, fraquezas, qualidades, gostos, desgostos, segredos, memórias, sentimentos, etc. Cada uma dessas informações tem um certo grau de confidencialidade, e são divididas entre camadas, onde as coisas mais superficiais e ‘’visíveis’’ ficam na camada mais externa, e os segredos e características mais profundas ficam nas camadas internas. ‘’Pessoas são como cebolas’’ é o que costumo dizer, graças a isso.
Durante a vida conhecemos uma quantidade incontável de pessoas, e cada uma delas sabem uma certa quantidade sobre você, e vice versa. Cada uma sabe até uma certa camada da sua pessoa, e você, conhece diferentes camadas de diferentes pessoas, geralmente quanto mais próximo, mais profundo. A questão é que consigo ver isso no mundo real, de forma telegrafada, (agora que domino essa habilidade) no momento que quiser. Mas não pense que isso é algo bom não, é exatamente por causa disso que estou escrevendo esse texto, e contando o que aconteceu.
Desde que comecei a sair da adolescência e entrar para a vida adulta tive muito empenho em ajudar os outros e ser gentil, me faz me sentir útil aos outros, mais vivo. Talvez porque nunca experimentei esses valores durante a infância, mas isso não vem ao caso. É um episódio que ficou para trás, e não vou desenterrar ele. Graças a essa boa atitude, conheci muita gente, e lentamente graças a algumas dessas pessoas fui perdendo minha timidez. Me tornei um bom ouvinte, aprendi a conversar e ser uma pessoa mais adorável de se ter perto. Li vários livros sobre esse tema, e a coisa mais importante que aprendi foi que a coisa que todo ser humano mais anseia é a apreciação. Todo mundo quer ser apreciado, ouvido, gostado pelos outros. A sensação de ser importante é como uma droga, e nós alimentamos os outros com ela por meio de conversa e linguagem corporal. Existem diversos pequenos sinais (visíveis e subconscientes) que lhe mostram que alguém está interessado no que você está dizendo ou fazendo, sendo um ouvinte ativo, pela postura amistosa e interessada, no olhar.
Por entender isso, passei a virar parceiro de conversa de muita gente. Muitas vezes falava com alguém que considerava somente um mero colega, aquele que você se dá bem mas não para chamar no aniversário, e essa pessoa começa a contar sobre sua vida ou algum problema, algo pessoal. Então eu entro em um estado de ‘’woah porque ele tá falando isso?’’ e tento meu melhor para ajudar.
Quando completei meus 18 anos algo mudou, um dia qualquer eu acordei com a visão toda embaçada, pensei ter ficado parcialmente cego ou algo do tipo, depois de um certo pânico tudo voltou ao normal. Mas eu estava sozinho em casa aquele dia, minha família havia ido viajar a negócios e só voltava no fim de semana. Nessas horas meu contato humano é bem escasso, gosto de ficar em casa sozinho fazendo tudo que dá na telha, com o silêncio e somente os sons que eu mesmo produzo. Quando saí na rua, já estava vendo as pessoas daquela forma: No peito de cada um havia um círculo, como se estivesse pintado em seu corpo. Claro que inicialmente foi um choque, apesar de ler um pouco sobre misticismo e pessoas com ‘’dons’’ não levava isso completamente a sério. Saí na rua e comecei a observar as pessoas, e todas tinham esse padrão. Até que encontrei um amigo no caminho, e ele era diferente. Haviam três círculos, cada um após o anterior um pouco mais para dentro e menor. Fiquei olhando pra aquilo feito um bobo a ponto de nem me lembrar de cumprimenta-lo, até que voltei a realidade quando o mesmo me chamou alegremente para dar oi. Voltei pra casa, pesquisei sobre isso, nada. Nem nos fóruns mais malucos onde lunáticos claramente inventam superpoderes e acontecimentos havia algo sequer similar a isso.
Dias depois, quando encontrei meus pais, notei que eles tinham também esses círculos, mas ainda mais que o meu amigo, e mais profundos. Como não sou tão bobo, finalmente percebi a lógica disso. Eram pessoas mais próximas, comecei a comparar a quantidade dos círculos de cada um com coisas sobre eles, até que cheguei no ponto: Grau de conhecimento sobre a pessoa.
Depois de meses aceitando e até mesmo ignorando esse curioso caso que agora afetava minha vida, tentei achar alguma utilidade boa para isso. Comecei a participar de comunidades de ajuda, prevenção ao suicídio, coisas assim. Na minha cabeça, se eu tivesse essa vantagem de saber o quanto eu já sabia sobre cada pessoa que estava em um caso perigoso, junto com minha tendência a ajudar e conversar bem, poderia lidar melhor com cada um se baseando nessa margem. Se eu já enxergasse fulano com vários círculos depois de algumas conversas, saberia que tenho bastante informação para trabalhar, e poderia ajudar e dar conselhos com base no que sabia, porque era tudo verdade. Como uma ‘’confirmação’’ de que estava tudo certo.
Tudo ia muito bem, me convenci de que isso era mais uma bênção que só um evento aleatório. Até que involuntariamente comecei a usar isso na minha vida. Nos meus amigos. Nos meus parentes. Havia essa amiga, Vamos chama-la de Ms. Ms e eu éramos amigos de um bom tempo já, conversámos muito e se dávamos incrivelmente bem. Depois que ganhei esses olhos (É como passei a chamar minha habilidade), percebi que ela tinha 3 camadas. Fiquei contente até, como já disse antes, foi uma confirmação de quão ‘’confiável’’ eu era.
Não.
3 camadas, pelo que observei com o tempo, é o nível ‘’amigo’’. Na vida, 95% das pessoas com quem você faz amizade serão amigos, e somente 5% serão os amigos mesmo. Aquelas pessoas com quem você pensa em chamar e conversar, que você vai além do small talk ou de conversa oportuna em um momento social, aquela pessoa que você confia. Esses são os 5%.Sinceramente, nunca tivesse interesse algum em pessoas que não fossem dos cinco. É como se elas só enchessem um vazio que precisava ser preenchido porque a sociedade manda você ter muita gente e interagir o tempo todo. É como se tudo que fizesse com essas pessoas fosse artificial, mais como um trabalho que como algo genuíno e voluntário. Acontece que, eu considerava Ms. Uma pessoa do grupo de amigões, baseado em vários dias e conversas pessoais, etc. Nos entendíamos, assim como era com algumas outras poucas pessoas, que ao contrário dela, tinham mais camadas. Toda vez que aparentemente atingíamos um nível diferente, seja falando sobre um problema ou história, pessoalmente, nada mudava. Eu ainda enxergava as 3 camadas.
Confesso que tenho um certo vício nisso. Em ser apreciado, confiado, importante. Agora, percebo que grande parte das coisas que eu fazia eram pela recompensa, onde eu no fundo não dava a mínima para a pessoa em si, só pela sensação, a gratidão. E enquanto por um lado isso não faz diferença para a pessoa, pois tecnicamente ainda sou algo positivo para elas ajudando, o caso muda quando sinto que perco essa importância. A complacência imediata para o que der e vier se converte lentamente em apatia, pois sendo franco, aquele indivíduo não me servia mais.
Com o tempo isso começou a acontecer com Ms, pois fiquei cheio de nada nunca acontecer, e esse mistério de aparentemente estarmos bem mas meus olhos dizerem o contrário. Mas deixamos essa história de lado por enquanto.
Graças aos olhos, também comecei a detectar mentiras ou irregularidades nas pessoas quando conversávamos. Em algumas ocasiões, em algum momento quando me falavam algo mais pessoal, considerado uma camada mais funda que o normal, nada mudava. Eu metodicamente categorizei cada tipo de informação de acordo com seu grau de camada visível, baseado em quando tal informação foi contada e a mudança imediata de camada na pessoa. E por causa disso, segundo o padrão, nessas situações seus círculos deveriam imediatamente aprofundar em um nível, pois havíamos atingido uma nova fase. Mas não, não acontecia. Então ou era mentira, ou irrelevante. Mas aí é que está! Ela contava como se fosse algo importante. O que indicava segundas intenções, e quase nunca estive errado sobre isso.
Meu pai. Ele só tinha quatro camadas. Isso significa conhecimento sobre gostos e hábitos, e opiniões. Mas isso é superficial, não pode ser o máximo que você tem com seus pais. Deus, eu tinha amigos dos 95 mais profundos que ele! Comecei a me questionar se era porque mentia muito para mim (ou nós, como família) ou se simplesmente não falava nada mesmo. Comecei a puxar assunto com o velho, querer saber das coisas, virar ‘’amigo’’ mesmo dele. Nada. Certo dia, enquanto ficávamos sentados na varanda tomando café e conversando, tentei me puxar para as histórias de família, infância, até conhecer minha mãe, etc. E ele falou bastante coisa, a maioria eu já sabia, mas absolutamente nada aconteceu. Eu queria saber o que havia de errado com ele. Eu queria saber o que me levaria a chegar mais fundo nele. E eu nunca percebi o quanto errado eu estava agindo, como não me importava com ninguém, como minhas buscas eram egoístas e sem empatia pelos outros. Decidi olhar seu celular, o bobão usava a mesma senha para absolutamente tudo. Entrei no seu e-mail, abri seu whatsapp até as primeiras conversas do telefone, Messenger, tudo. Ele falava com muita gente. A grande maioria eu não faço ideia de quem sejam. Descobri que ele tem aquele hábito de tiozão grotesco que mexe no facebook, fica indo em privado de mulheres novas e atraentes, falando aquelas frases horríveis de cantada como se fosse um iludido galanteador dos anos 90. Minha espinha doía lendo aquela vergonha alheia, nem cheguei a pensar na parte de isso de certa forma ser traição.
‘’Como está o garoto?’’‘’Passou direto, esperto como o pai’’
‘’ainda bem que ele puxou a cabeça, não a cara! Hahahha’’
‘’enfim, quando você vem ver ele?’’
O desgraçado tinha outra família escondido. Eu não faço ideia como, vasculhei um pouco o perfil dessa mulher e aparentemente o filho dela tem uns 7 anos. Isso significa que foi durante o casamento, na metade dele, na verdade. Eu só queria ver ele pessoalmente naquela hora. Eu queria contar camada por camada, quantas haviam surgido naquele filho da puta. SETE. SETE. Ele achou que eu estava drogado quando comecei a olhar para o peito dele e contar em voz alta, olhos arregalados e uma cara de maníaco, até ir para o quarto. Aquilo era extremamente bem escondido e pessoal. Se fosse um mal entendido não poderia passar de sei lá, cinco. Mas não, Sete camadas. Eu havia acertado seu ponto fraco, e iria fazer bom uso dele.
Depois de muito tempo isolado com meus pensamentos de o que diabos eu iria fazer, comecei a revirar minhas memórias, analisar a tabela de camadas e como nada ali batia, como tudo provavelmente era mentira ou irrelevante, comparado a tudo que ocorria por baixo dos panos.Lembrei das vezes que os dois discutiam, e um certo evento se destacou dos outros. Enquanto o pai berrava sobre algum motivo de discussão imbecilmente aleatório como de costume, minha mãe, mais exaltada que o normal, solta ‘’Vai voltar a fazer igual antes? Tu começa de novo que vai direto para a cadeia’’. Eu não estava exatamente no local, para ser sincero estava no meu quarto, jogando, pouco me fodendo para ambos. Aquilo deu um click na minha cabeça, eu queria cavar mais a fundo isso. Então meu alvo era a mãe. Resumindo a história, ele tinha o excelente hábito de agredir. Principalmente quando bebia, algo que acontecia quando as vendas não iam bem.
Eu denunciei ele. O miserável me expulsou de casa antes de ir preso, obviamente. Arrumei um teto graças a alguns amigos e estava me virando, valeu a pena. Fiz testemunho, disse o que ouvi, forcei ela a dizer a verdade. Não foi difícil, mãe nunca foi a pessoa com grande QI. Na verdade eu estava fazendo um favor a ela se livrando desse lixo humano. Mas não, não estava pronto ainda. Eu conhecia alguém que estava preso por aqui também. O cara foi uma das pessoas que ‘’ajudei’’ nos tempos sombrios nos grupos de ajuda. Ele era um drogado, roubava qualquer pessoa sem dar a mínima, e para não ter peso na consciência, visitava o centro para contar que ‘’errou’’ e se arrependia. Pra mim era só uma desculpa para não se sentir um completo filho da puta, o que é ainda mais egoísta que roubar. Enfim, acontece que ele se dava muito bem comigo, afinal ele só queria algúem para ouvir suas lamentações e ir embora antes da polícia aparecer (não que eu tenha alguma vez chamado).
Como ele terminou preso? Foi pego, obviamente. Mas teve a feliz ideia de tentar bater no policial para fugir, e obviamente piorou mais ainda. Acontece que esse cidadão e meu velho iriam ficar temporariamente presos juntos, quem diria? Eu fui visitar esse velho amigo, dar umas risadas e tirar ele um pouco desse ambiente decadente sem esperança. E claro, pedir um favor. Contei para ele tudo que meu pai fez, com alguns comoventes detalhes, e conforme ele ia se identificando com a situação e falando que passou por algo parecido. Opa, mais uma camada! Fui moldando a história para ficar mais coincidente com a dele, afinal vale tudo para se ter apreciação e lealdade. Disse para ele dar uma surra no velho. Era o que eu mais queria fazer mas não era capaz. Ele disse para não se preocupar, a ‘’vida’’ iria dar o troco. Depois disso eu já sabia que meu trabalho estava completo.
Ele _Morreu_. Ele bateu tanto no velho que ele morreu. Hemorragia interna, sei lá. Algo importante (pra ele só) parou de funcionar. A parte boa foi o feriado que ganhei com isso. Consegui ganhar algumas boas partidas no Rocket League. Mãe, depois de me deserdar na família por aparentemente ter destruído a mesma (curiosamente ela _perdeu_ camadas depois disso), ligou pedindo se eu não iria. Respondi que precisava de 6 camadas para atender o pedido e desliguei.
Percebe como todo esse negócio foi saindo do controle? Eu estava me tornando um monstro, fissurado nessa maldição de camadas, saber demais e ser extremamente egoísta. Mas tristemente não foi o fim. Eu ainda tinha uma vida meio que andando. Tinha muitos amigos genéricos com quem poderia as vezes contar.
Conheci esse cara novo que começou a trabalhar comigo no setor de automação, e depois de umas semanas juntos, no demos muito bem. Era alguém muito quieto, notei que praticamente só falava _mesmo_ comigo. Trabalhei bastante em me aprofundar nele. Queria saber qual terrível falha ele tinha. Todos tem. Achar elas era meu hobby. Depois de um bom tempo nisso, me conta que fez a cagada de trair a namorada, com quem muito provavelmente iria casar. Eles terminaram por isso, mas já estava naquela putaria de ‘’estou brava mas quero voltar’’, sabe? Ah, mas que ironia. Mas um adúltero. Mas como esse era gente boa no geral, decidi só ‘’ajudar’’ ele mais uma vez. Voltar não era uma boa ideia, nunca iria se perdoar, iria lembrar do acontecido toda vez que olhasse para ela. O melhor seria partir para outra, e fazer ela achar isso também o certo. Claro, com um empurrãozinho. Fomos em um clube para maiores. Bebi pra krl, nem lembro direito como voltei. Mas não fiquei bobo antes de completar a missão: ele acabou ficando com 3, pegou ali mesmo, uma zona sem tamanho. Obviamente acabaram gravando, o vídeo se espalhou porque alguém saiu mandando pra geral, e virou até notícia. ‘’Noivo diz que não quer voltar fazendo vídeo com acompanhantes’’. É, foi um belo estrago. Mas ele ainda não acha que foi culpa minha, afinal foi a coisa certa. Só teve o infortúnio de sair de dentro daquele recinto.
Mas isso não ficou de graça não, ele me fez pagar, querendo ou não. Em um dia aleatório, enquanto trabalhávamos, conversando sobre nosso amigos, caímos sobre um colega em comum. Eu sempre imaginei que ele era do tipo espertalhão sacana, que é gente boa quando não custa nada mas muda se a coisa começa a custar algo para ele. Ou não pensa em ninguém quando tem chance de se dar bem, independente de se vai ferrar os outros. Nada fora do normal, estava quase no piloto automático falando com o rapaz.
‘’Mas ele é muito filha da mãe, tá pegando a Ms, e fica saindo sem pagar por aí com ela toda hora. Ainda fica com várias outras! Ele não perde uma hahaha’’
Era isso. Eu era só um otário tendo serventia. Ela me alimentava com qualquer merda para que continuasse orbitando ao redor, e ajudando. Fizemos dezenas de trabalhos de faculdade que ‘’precisavam ser entregues no dia e te contei como quem não quer nada’’ e nunca tinha tempo para fazer nada. Realmente, desse jeito não sobra tempo. Isso não iria ficar assim.
Eu lembro exatamente de como me senti naquele dia, me sentia traído, manipulado, fraco. É um grande choque quando se está muito tempo acostumado a ter tudo sobre controle. Devido a estar o tempo todo com aqueles olhos, não podia enxergar que o sacana da história era eu, não tinha nada de errado ali.
Lembro-me que ela falava muito sobre o carro. Pelo que entendi era parte muito importante da vida dela, tanto para trabalhar quanto pelo tanto de histórias que ele tinha e foi parte. Era um bom lugar para investir. Afinal, esse povo me acertava no lugar mais fraco, mentir sobre minha apreciação e importância, nada mais justo que acertar no lugar mais fraco deles também. Pesquisei bastante sobre motores, parte elétrica de carros, felizmente a internet tem conteúdo praticamente infinito, onde você aprende tudo o que quiser, basta procurar. Aprendi a superaquecer o motor. Com isso, com azar (ou sorte para mim) o carro também solta resíduos, que quando tocam alguma parte muito quente do veículo pode entrar em combustão. E para tirar o variável ‘’talvez’’, teria um pouco mais de óleo que o normal. Sem precisar de muito contexto, passei o fim de semana na casa da família dela. Durante a madrugada, depois de todo mundo beber excessivamente e desmaiar nos cantos da casa, peguei a chave do carro e fui fazer uma pequena inspeção. Preparei tudo conforme o planejado, estava tudo pronto. Já havia avisado a Ms que precisaria sair cedo no outro dia. Como combinado, de manhã já estava de pé e estávamos saindo. Todo mundo ainda dormia, ou pra ser mais exato, estava em coma alcóolico. Acho incrível como as pessoas gostam de beber tanto, só pra ficarem mais idiotas e morrer por algumas horas no dia seguinte. Enfim, ela foi para o carro, eu disse que só iria pegar a bolsa e ela já poderia ir ligando o carro.
Ouvi o motor dando a partida, os sons fora do normal e estranhos, levando a um grito de susto até chegar nos pedidos de ajuda. Com toda a pressa do mundo fui ajudar, mas já era tarde demais. O carro tinha virado um bloco gigante de carvão, e não tinha nem mesmo como pegar o extintor lá dentro. Ligamos para os bombeiros e tudo terminou ‘’bem’’. Ela parecia um cadáver. Não falava com ninguém, parecia que tinha perdido um parente. ‘’Bem feito’’ era o que eu dizia pra mim mesmo.
‘’Eu venci.’’
Até agora não sei o que eu venci. Era uma guerra? Uma disputa? O que exatamente eu ganhei com tudo isso? Sinceramente agora nada faz sentido. Se eu soubesse tudo isso, mas sendo outra pessoa, acho que iria matar ela. Mas sou eu, eu fiz tudo isso. Nas últimas semanas antes de ter um colapso mental tive alguns dias me sentindo o soberano, o rei. Havia até achado uma nova pessoa para explorar, e tinha começado a dar os primeiros passos.
Me olhei no espelho, e pela primeira vez percebi algo que esteve o tempo todo ali: Eu só tinha uma camada. O que diabos isso significa? Eu não me conheço?
Comecei a estudar sobre meditação, introspecção e coisas do tipo. Comecei a gastar horas meditando e refletindo, criei gosto por isso. Passei a entender alguns dos motivos pelos quais me sentia mal, por exemplo. Em dado momento surgiu mais uma camada. Quando cheguei a conclusão que eu iria ferrar de uma forma ou outra com a próxima pessoa também, não importasse o que acontecesse. Nessa hora percebi que realmente tinha a ver com o quanto eu me conhecia. E isso significava que eu não sabia _NADA_ sobre mim. Passei a questionar até que ponto eu me iludia das coisas que eu fazia, até onde meus ideais estavam certos. Vendo matérias sobre sociopatas, aprendi que eles também não enxergam o valor nas pessoas, elas são irrelevantes na escala emocional e afetiva. E caramba, eu estava pensando assim! Quanto mais parava para pensar mais me aprofundava nesse espiral de realização de que era uma escória para todos. Fazia reflexões e tirava conclusões sobre meus hábitos, como eu estava passando dos limites em cada situação e não tinha remorso, e em toda nova conclusão, uma camada brotava no meu peito. Eu nunca pensei que entender a mim mesmo fosse a coisa mais aterrorizante de todas.
Agora, que estou sozinho, isolado em um lugar escondido, longe de todos que afetei, espero meu fim. Não quero causar mais nada a ninguém, não quero ver suas camadas, não quero existir. E aqui chegamos ao fim, não sei quando ou onde você acabou lendo isso, mas não se preocupe, provavelmente tudo isso não vai passar de mais uma história absurda em um fórum anônimo.
Pessoas são como cebolas, quanto mais camadas tocar, mais você chora.
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2018.12.25 16:05 PalmoLasso Agredi meu sogro durante a ceia de natal

Vou tentar ser breve no relato, mais tem coisas que eu tenho que explicar senão o resto não faz muito sentido.
Namoro com ela a 1 ano e 4 meses, nesse tempo fui na casa dela uma 10 vezes no max, passando sempre menos de meia hora.O motivo = o pai kuzão

Mais quando eu falo kuzão, é kuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer eu me sentir um *****, me humilhar e tripudiar.
Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe, quem assistiu algumas das 30 temporadas de malhação manja como é.
Não sou pobrão master, mais meu trabalho não é la essas coisas, e eles são de família rica,gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.Como a filha dele foi se apaixonar por mim? Outros 500.
O maluco achar que eu to ali por causa do dinheiro já é um motivo escroto,tendo em visto que a filha é linda,até se fosse favelada eu olharia do mesmo jeito,mais [email protected], FAZ MAIS DE UM ANO,custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz?

Explicada a situação, vamos aos fatos-
Minha família foi viajar pra casa de uns parentes,eu trabalho,não pude ir.Quando você namora,e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras, é o famoso "ou eles ou eu"
Sem família,distante dos amigos,não tinha outra alternativa a não ser ficar com ela.
Eu odiei a ideia, lógico, mais ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem, Ô.
A mãe dela não é necessariamente uma [email protected] rica,sempre me tratou com educação, a mesma educação que ela tem com os empregados, mais ok.
Tem uma irmã também, mais é adolescente rica autista, não esboça emoção, não é gata e não faz diferença, só citei porque ela também estava na mesa.

A TRETA-
Vamos pular pra ceia,
Já podem imaginar que o sogrão "gente boa" além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas,a fim de humilhar este ****** que vos fala.
Começou aquela palhaçada depois da meia-noite, começou o que eu vou chamar de rage-time:
Primeiro rage-time: A empregada servindo todo mundo,chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher,falou pra ela deixar os negocios em cima da mesa lá que eu sabia me servir sozinho,
que tava acostumado com self-service.
Imagina aí já minha cara de lixo.
Minha namorada,que não enfrenta o pai, fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar.
Segundo rage-time: Meu telefone tocou,minha mãe querendo dar feliz natal,fui atender na inocência,ele deu UM SOCO na mesa, -VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? "MALANDRO".
Essa minha mãe ouviu,levantei da mesa e fui falar com ela,voltei,ele tinha tirado meu prato da mesa (rs)
A essa altura, vocês já imaginam o quão **** eu tava, [email protected] a ceia, [email protected] tudo, nem fome eu tinha mais.
Minha namorada empurrou discretamente o prato dela pra mim, disfarçando perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe.
Rage-time final:O filho da **** TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras,
Quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim:
-E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? é muita folga, aqui empregada folgada assim comigo se ****.
Não dava mais, eu ia me sentir um ***** pro resto da vida se eu não quebrasse os dentes daquele maluco ali mesmo
Tá bom que ia acabar o namoro, ta bom que eu também podia apanhar,que ia acabar com o natal da família,mais ofender assim alguém que nem ta ali pra se defender,
alguém que eu sei que dá um duro do ******* pra viver ser motivo de gracinha pra quele lixo de pessoa.
Toquei o ****-se,não lembro exatamente as palavras porque tava muito nervoso mesmo,mais foi mais ou menos isso: -ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE *****,VOCÊ QUERER TIRAR COM A MINHA CARA JÁ DURANTE UM ANO É UM BOM MOTIVO PRA EU TE QUEBRAR,AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS.
Nessa ele me interrompeu
simplesmente gritou -FALA BAIXO SEU FAVELADO e jogou o copo em mim,pegou no meu braço.
Imagina o caos que tava essa mesa, minha namo tentando me segurar,a esposa puxando ele, a outra louca autista chorando,
Eu naquele ódio já tava disposto a matar ele ali mesmo.Ele veio,dando a volta na mesa igual um touro pra me pegar, eu firme encarando ele,enquanto ele vinha eu via a janela da sala de jantar grande de fundo
Vi o que parecia ser uma aeronave não tripulada pequena passando rápido, logo atrás uma especie de exoesqueleto metálico armado com uma metralhadora, de repente, um estrondo ensurdecedor seguido de um clarão. Era o início da era das máquinas.
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2018.11.20 08:39 cant_change_name Duas dicas importantes para vida.

A primeira dica é: não divida apartamento com amigos. Pelo menos não sem ter o devido respaldo legal e todas as formas possíveis de se resguardar, além de atuar de forma preventiva, seja com contratos, documentação, pagamentos, etc.

Segunda dica é: não arrange briga com a galera do cinema, eles são ótimos em construir narrativas.

Prejuízo total: - R$3,6K, um emprego e alguns kg a mais.

No final de 2017 terminei um relacionamento de 7 anos, por nenhum motivo específico se não que pelo desgaste natural da relação. Vivíamos juntos de aluguel, em um apartamento com 2 quartos com dependência de empregada, com um aluguel justo ou até um pouco a baixo da média da região. No término, ela fez questão de resolver tudo o mais rápido possível, o que incluía se mudar e retirar o nome dela do contrato de locação (estava em nome dos 2) e também retirar a avó dela como fiadora. Justo! Por coincidência estava justo no período de renovação do contrato, então não haveria problemas com multa e transferência. Transferência essa que aconteceu de forma super tranquila, assinamos os papéis, a imobiliária aceitou meus documentos de renda e a nova forma de aluguel (agora com seguro fiança). Isso fez com que fosse gerado um novo contrato (30 meses, sendo a partir de 12 meses saída sem multa). Apesar da separação, eu estava bem. Quis ficar no mesmo apartamento mesmo com as memórias que ele trazia, tirando os vizinhos de cima que faziam lual no domingo estava tudo show.

Agora que começa o fim.

Tive a brilhante ideia de trazer amigos para morar comigo. Minha intenção desde o começo era ter uma espécie de casa-empresa. Meio que como morar no trabalho. Esses amigo sendo do audiovisual e eu do design, praticamente uma agência estava para ser criada, na minha cabeça.

Primeiro veio um, um mês pra frente veio o outro. Nisso entram vários pormenores que posso esquecer de comentar, mas que no fim acabam pesando lá pra frente de uma forma ou de outra, nem que seja para ajudar na perspectiva das partes. Por exemplo: todos os móveis eram meus. O primeiro a se mudar, que vamos chamar de "Olevon" tinha hábitos de higiene questionáveis. Pra história geral é menos importante entrar em detalhes sobre a higiene, mas digamos que as panelas ficavam inutilizáveis. O segundo tinha hábitos de higiene normais e por várias vezes encobria o amigo, literalmente salvando a loça de ir para o lixo (por vezes eu também lavava). Tudo isso era janeiro/fevereiro de 2018. Brasil, início de ano, carnaval... Tínhamos alguns projetos mas nada andava, falávamos sobre mas não fazíamos de fato. Estávamos prospectando um cliente na época e tivemos algumas reuniões sobre o assunto. A parte disso, eu havia indicado esse amigo de infância, que vamos chamar de "Dimonho" para um freela no meu trabalho. Confesso que a vaga era um pouco arrombada, porém eu sabia que a empresa não estava contente com o fornecedor atual e qualquer um que chegasse apresentando um bom trabalho levava. Em suma, esse projeto levou um mês para ser entregue após a captação de imagens (era para montar um time-lapse de uma exposição), o que me deixou um pouco desconfortável no serviço. Ok, acontece.

Como eu dizia, a princípio era tudo bom, tudo novidade, víamos alguns filmes, conversávamos sobre algum assunto do momento, fazíamos uma janta e tudo certo. Porém os 2 tinham uma vida social ativa dentro da faculdade e frequentemente faziam reuniões em casa com os amigos. Não havia problemas, até que havia problemas. Quando nenhum dos 2 trabalhavam, passavam em casa, não arrumavam nada, eu chegava em casa do trabalho e tinha visita além da casa bagunçada, começava a ter problema. Ainda mais quando todo dia tinha visita. Houve diálogo e a parte da bagunça foi amenizada, porém as visitas foram evoluindo para reuniões noturnas, até virarem praticamente festas.

Eu tinha horário normal de trabalho, acordava cedo, voltava no fim do dia, precisava descansar. Infelizmente qualquer som na casa tornava inviável o descanso, já que o corredor fazia a ligação direta da sala para o quarto. Com o tempo foram fazendo cada vez menos questão de reduzir o ruído.

Várias situações complicadas no meio disso, como a vizinha reclamando do cheiro de "ilícitos", como ela chamou, afetando suas duas crianças pequenas. Ou o dia que Olevon chegou em casa as 4 horas da manhã, com visitas e resolveu que era um ótimo momento para um karaokê a plenos pulmões.

Nesse momento, eu, otário, além de cuidar e pagar as finanças da casa adiantado (eles me repassavam depois), também era o único responsável no grupo do zap do condomínio, onde nesse dia ninguém ficou contente com o ocorrido.

Olevon sabia da cagada que havia feito, ficou uns dias de cabeça baixa e pediu desculpas. Dada as condições de desemprego, baderna, ilícitos e nenhum projeto andando de fato, ficou claro pra mim que era momento de desistir, aquilo não iria se tornar produtivo. Alertei que começaria a buscar apartamento. Não com o tom de ameaça, pelo contrário, nessa parte entra um grande erro meu...

Pra mim de certa forma era importante que os caras tivessem a liberdade deles, em parte eu gostava de imaginar que estavam fazendo cagada justamente por estar nesse vislumbre de vida adulta "independente". Eu havia convidado eles para ir lá, então não achava correto expulsá-los de volta a casa dos pais (devia ter feito), inclusive o Dimonho me sugeriu fazer isso, na boa, porém dei essa mesma explicação que dou aos senhores.

Separar e ficar na mesma casa era ok, mas além disso ter tentado morar com amigos e não dado certo já me parecia demais.

Combinamos então que eles transferiram o AP e as contas para o nome deles, já que queriam ficar. Também tinha um amigo em comum nosso que recém havia perdido o pai e procurava um lugar para morar, além que seria bom para esse amigo não ficar sozinho. Esse amigo estava disposto a "botar ordem no galinheiro", coisa que eu não estava. Me falavam para reclamar quando faziam algo errado, mas quando eu reclamava mesmo que concordassem no momento, não era seguido.

Dado esse aviso prévio de mudança, sai de lá em abril. Deixando apartamento, conta de luz e telefone no meu nome, teoricamente para ser transferido em seguida.

Você já viu onde isso irá parar né?

Antes da minha mudança, o Dimonho, meu amigo desde a 4° série aproximadamente (hoje com quase 29 anos) resolveu dar uma festinha plus, onde chamou mais gente, ouviu som mais alto e ficou até mais tarde, impedindo meu sono (era um dia de semana). Nesse momento o clima já não era mais o mesmo, quando questionado sobre, Dimonho disse que havia feito para me prejudicar mesmo, que estava sentido pois eu havia convidado ele para morar junto e agora estava indo embora. Ah, lembra dos móveis? Não houve nenhum prejuízo particular nessa última festa, porém com o fumo era constante, o sofá ficou um pouco esburacado. Acho que tudo bem, acontece né? Fui otário em tantos outros aspectos que nem tenho pq encasquetar com isso.

Vale ressaltar que eu havia começado um novo relacionamento e aproveitaria essa mudança para também, pq não, morar com essa pessoa.
Fica óbvio para qualquer pessoa que as contas e contratos devem ser transferidos, já que não moro mais lá, certo? Eu sabia que haveria uma multa em caso de rescisão do contrato, eu estava disposto a arcar com ela se eles preferissem sair do AP pq eu iria sair. Como eles decidiram ficar, deveriam transferir o contrato.

Bom, nessa de pagar adiantado as contas, ficaram algumas pendências, além das transferências de nome.

Nessa parte entraria toda uma questão aqui de datas, contatos, provas... mas para não ser mais pedante, o óbvio aconteceu: apesar das minhas constantes cobranças ao longo de meses, nenhuma conta foi transferida ou paga.

Por um pouco de sorte, esse 3° amigo que se mudara ficando no meu lugar, era mais responsável e por muitas vezes intermediava a comunicação, lembrava eles dos valores, comentava sobre transferir as contas, etc.

Depois de alguns meses eu consegui reaver os valore das contas pendentes, porém não tive progresso com as transferências.

Meu novo AP teve muitos problemas, a mudança as pressas me cegou um pouco para a escolha, e somando isso a ter que cobrar os colegas para transferir as coisas, fui aos poucos quebrando. Já não rendia mais no trabalho, não dormia de noite, passei boa parte desse período com azia, por sorte acho que não desenvolvi nenhuma úlcera.

Com a não transferência das contas, o que eu podia notar era um acúmulo de pendências. Telefone 3 meses atrasados, aluguel 2 meses acumulado, luz por sorte logo o 3° elemento logo conseguiu passar para o nome dele.

Eu tinha minhas contas mais a dos meus "filhos", no papel, também eram minhas contas.

Nesse desespero de contas acumulando no meu nome, sabendo que isso poderia apenas piorar progressivamente, fui falar com o pai do Dimonho, que conheço basicamente também desde a infância, frequentei a casa, etc.

O pai é uma pessoa muito correta, advogado, de origem humilde que trabalhou seu caminho para o sucesso na vida. Em uma conversa amigável, explico a minha situação, e apesar de ele um pouco relutante com os aspectos negativos do filho, me diz que poderia ficar tranquilo, que aquilo seria uma responsabilidade dele e que eu não deveria mais me preocupar.

Um pouco de respiro.

Dada a forma com que os ex-colegas de casa reagiam as cobranças das transferências, eu suspeitava fortemente que esse contato com o pai do Dimonho acarretaria em represálias, já que os 2 por vários períodos de suas vidas tiveram uma relação conturbada. Como após inúmeras cobranças nenhuma atitude havia sido tomada, com a tranquilização e tomada de responsabilidade pela parte do pai, bloqueei o zap tanto do Olevon quanto do Dimonho. Eu sabia que ouviria alguns desaforos de graça e ainda teria as contas pendentes.

Dito e feito.

Momentos mais tarde, por meio do 3° morador e intermediador me ligam. Quando endagado sobre diálogo eu me exalto, digo que não havia necessidade de diálogo (já que eu vinha tentando a meses), que havia todas essas contas pendurada mais a dívida do 3° elemento e que se soubesse a novella que estava por vir, teria apenas pago a multa e entregado as chaves e que eles precisavam ou transferir de uma vez, ou sair. Naquele momento considerando que podiam acumular mais meses e meses de aluguel, eles apenas desaparecerem o quanto antes poderia ser uma perspectiva melhor do que parecia estar por vir. Eles questionam se eu estava tentando dar algum tipo de golpe no pai do Dimonho (as narrativas!) e logo em seguida me xingam de várias coisas, dentre elas de não ser homem pra conversar sobre.

Pensei que não seria otário, fui otário.
Pq sim, eu havia sido mais otário ainda!

Outra coisa que fiz no desespero das contas acumulando foi tentar tirar o nome do 3° elemento do SPC para assim ele poder transferir tudo para o nome dele já que os outros jamais o tinham feito. Porém não rolou, nem transferir nem receber esse dinheiro de volta, R$1.8K (mas esse eu ainda tenho fé).

Eu havia me mudado em abril e essa comunicação se deu por meados de setembro.

Sou informado praticamente um mês e meio depois que vão se mudar e o AP será entregue. Agora começam as preocupações com contas pendentes, reforma para entrega e multa contratual.

Minha mãe se envolve para agilizar o processo, que já angústiada ela também a algum tempo. Nos reunimos novamente com o pai onde ele reforça os votos de que irá cumprir com o que for justo e a parte do filho dele.

Se mudaram. Começo eu juntamente com o 3° elemento o processo de reforma e entrega do AP. Orçamento, contratação, pagamento, agendamento, vistoria. Tudo comigo, que não morava la desde abril.

Ao mesmo tempo que faço isso, presto contas com comprovantes para o pai de Dimonho. Como já inventaram que eu estaria planejando um golpe, melhor não arriscar.

Entregue o AP, hora de pagar os 2 aluguéis atrasados e a multa de rescisão.

Surge uma proposta de acerto de contas / lavação de roupa suja, meio que como uma premissa de esclarecer que contas estavam pendentes e quais eram as responsabilidades de cada um. Eu enviava os documentos da imobiliária, dividia os valores de acordo com as % definidas por eles, separava quanto que era a parte de casa um de acordo com o boleto que havia enviado para eles, mas de alguma forma para eles aquilo estava "nebuloso".

Fizemos a reunião, e no final concordamos que eles pagariam sua parte proporcional ao tempo de estadia da reforma, juntamente com os aluguéis pendentes inclusive os dias extras da reforma. Não concordamos quanto a multa, já que ela existia apenas pq eles se precipitaram em sair ao invés de transferir. Porém me dispus a pagar mesmo não concordando, já que não aguentava mais essa história.

Porém nessa reunião que foram criadas e reforçadas várias narrativas, que infelizmente não tenho como provar todas como negativas, no máximo tenho prints contrários ao que foi comentado.

Uma delas seria que eu havia me mudado pois havia arranjado uma nova namorada e queria morar com ela.
- Apesar de ter aproveitado a ocasião para isso, nunca foi o motivo principal da minha saída, já que as festas/reuniões só se intensificam. Inclusive anunciei minha busca por APs logo após o episódio do karaokê.
Outra das narrativas seria que eu havia bloqueado a comunicação e portanto impossibilitaria qualquer forma de pagamento, transferência ou conhecimento sobre o prazo do contrato e multa.
- De fato eu havia bloqueado a comunicação, do zap. Eles ainda tinham meu endereço, telefone, e-mail, contato da imobiliária para tirar dúvida, contato do 3° elemento que não havia sido bloqueado. Entendo que cada um deve saber suas responsabilidades. Não era através de mim que as contas eram pagas, apesar de estarem no meu nome.
Na ligação telefônica após falar com o pai, também surgiu a narrativa que eles estariam lá de favor para ficar até o fim do contrato, assim me isentando da multa.
- Quantos favores desse tipo vocês já fizeram sem pedir ou conhecem alguém que fez sem ser solicitado? Eu disse de forma clara em um aniversário de amigos nossos que pagaria a multa naquele momento se eles quisessem entregar (antes d'eu sair), mas que se quisessem ficar teriam que transferir os docs. Nunca houve uma conversa do tipo "fiquem pq eu não posso pagar a multa agora".
Como eu cito a situação acima na ligação telefônica, eles agora entendem que "ah ele paga a multa então, podemos sair!".
- Ainda ficam aproximadamente um mês e meio procurando um novo lugar, mas sairam pq se sentiram expulsos de lá e livres da multa. Eu estava cobrando uma posição desde fevereiro sobre os documentos, e eles só se sentiram impelidos a sair quando eu literalmente falo "ou vão transferir ou sair" pq tinha meses de aluguel acumulando no meu nome?
A multa de quebra contratual seria um resíduo da minha separação e não uma responsabilidade deles.
- Juridicamente, sim. Porém não haveria multa se: tivessem transferido ou tivessem esperado o contrato vencer, se mudaram coisas de 3 meses antes do fim, eles mesmo concordaram que se soubesse não teriam se mudado. Sabe como poderiam saber? Ligando para a imobiliária, ligando pra mim, perguntando pro 3° elemento.
Depois da reunião, os últimos boletos estavam por vencer e combinamos de pagar as contas nas semanas seguintes. Fiquei cobrando e atualizando sobre as informações, além de prestando conta dos valores no grupo de zap. Aconteceu o que acontecia antes, lá por abril, março... Dias sem resposta, respostas vagas, um "amanhã" que não chega e contestações dos valores. Esperado.

O Dimonho por sorte pagou sua parte completa, apesar do atraso. O 3° elemento pagou uma parte sua e cobriu um pedaço do Olevon. Desde a reunião, Olevon mandou mensagem no grupo algumas vezes dizendo que estava atrás do dinheiro para quitar a divida.

Hoje, último dia do último boleto atrasado, Olevou decidiu que não se sente responsável pelas contas, que havia conversado com a sua mãe, que isso era uma dívida do meu divórcio e que eu não estava sendo responsável com os meus problemas, com quase 30 anos na cara.

Olevon, que na reunião havia reforçado inúmeras vezes que tomaria a mesma providência que Dimonho, que havia ficado meses sem transferir uma conta de luz que havia se responsabilizado, que havia ficado meses devendo valores para o 3° elemento (que também adiantava as contas, mas pior, nem recebia deles). Olevon que agrediu físicamente o 3° elemento ao ser cobrado das contas dele que o 3° havia pago. Olevon que vinha desde a reunião dizendo que estava fazendo de tudo para arcar com a sua parte, subitamente sentia que não tinha mais responsabilidade sobre o aluguel atrasado de quanto ele estava morando lá. Olevon disse que eu deveria ter vergonha na cara e autocrítica de estar importunando a família dele sobre esse caso (eu de fato envolvi a família de todos depois de exaurir as tentativas de resolver, ele foi a única que ele fez questão de deixar incomunicável).

Como eu havia dito, existem vários pormenores sobre cada elemento que podem alterar a visão para um lado ou para outro, porém esse é o resumo dos fatos, alguns com provas outros não.

Fico eu com uma dívida para ser paga hoje, de "amigos" que abusaram de toda minha boa vontade, auxiliados por suas famílias (nenhum dos 2 trabalha), incapazes de tomar as rédeas das próprias vidas, distorcendo a narrativa sempre se colocando como vítimas minhas. De acordo com Ovelon, estou deixando ele ofendido e magoado.

Enquanto eu tenho um prejuízo de aproximadamente R$4k, uma demissão e um nervoso constante (5h30 da manhã escrevendo isso).

TLDR: amigo+conhecido moram junto um tempo, infernizam e depois dão um calote com pitadas de fake news.

Perdoem a Bíblia, para algum lugar tinha que ir esse desabafo.

Eai a semana de vocês parecia que tinha começado ruim?
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2018.02.16 01:56 antoniobrasileiro Sem direção...Fui traído.

Senta que la vai textão: Faz 10 anos que estou casado com minha esposa. Temos um filho de 10, namoramos pouco tempo, ela ainda era virgem, e eu já tinha vivido outros relacionamentos, (temos uma diferença de 7 anos). Quando descobrimos que ela estava gestante resolvi que casaríamos, confesso que logo no início eu apenas gostava dela, mas sabia que ela era uma pessoa boa de coração, eu já estava cansado de badalação, queria encontrar alguém pra compartilhar uma vida. Então conversamos, disse que estava disposto a casar com ela, e ela aceitou. No início foi muito difícil a convivência, pois sou um cara que gosta das coisas certas, às vezes até demais. Ela cresceu vendo sua mãe ser auto suficiente, de maneira que quando pedia pra fazer algo diferente, de outra maneira, ela achava que eu queria mandar nela, botar ordem. Nunca foi minha intenção, eu apenas queria orientá-la para que as coisas não dessem errado. A família dela é bem humilde, isso nunca foi problema pra mim, porém ela acha que minha mãe não queria que casasse com ela, acha que minha mãe sempre fala algo pra tentar machucá-la, e sinceramente tenho certeza que não é isso. Mas enfim, a questão é que vira e mexe acabamos tendo brigas por conta disso, e o mais engraçado é que a briga é por causa da minha família, que ela começa por conta desses achismos, às vezes porque acha que a madrinha do nosso filho (minha irmã) está mimando demais ele, dando muito presente fazendo as vontades. Graças a Deus as brigas que eram por nós mesmos diminuíram bastante. Eu nunca a proibi de nada, mesmo! Eu sempre a deixei fazer e comprar oque ela queria . Temos uma vida confortável, meu trabalho apesar de ser necessário que esteja constantemente viajando remunera bem, com isso ela nunca precisou trabalhar. Mas ela não é dondoca, de só ficar em casa sem fazer nada, ela me ajuda muito cuidando da casa, e agora tomando conta do negócio que montamos (guardando dinheiro) quando estou fora. Depois que nosso filho fez dois anos ela quis fazer faculdade de educação física, eu dei o maior apoio pra ela. Lá no fundo eu sabia que a desgraça viria deste curso, eu nunca disse isso a ela. Enquanto ela estava fazendo o curso eu nunca desconfiei de nada, com exceção de uma vez que ela disse que ia pra faculdade, aconteceu um imprevisto e tive que ir lá pegar ela. O campus da faculdade é bem grande, eu sabia quais eram as salas que ela tinha aula, mesmo assim eu não a encontrei. Liguei várias vezes o telefone só chamou, quando eu já estava voltando pra casa, ela me ligou, disse que estava na parada de ônibus próximo. Perguntei onde ela estava, ela disse que estava no laboratório, e eu realmente não tinha ido lá, já que não sabia onde ficava. Em 2015 sofri muita pressão no meu trabalho, pois minha empresa estava prestes a perder um importante contrato, e além disso tinha conseguido uma vaga muito difícil em curso que me possibilitaria ascender em minha carreira. Como a instabilidade na minha empresa estava crescendo, isso significava que teria que arcar com todas as despesas sem trabalhar durante 6 meses. Pra completar o cenário, a crise veio com força, e começou a surgir histórias de que o curso seria cancelado. Fiquei uma pilha de nervos, pois ficaria desempregado, não faria o curso e sem perspectiva nenhuma de emprego, pois na função que estava não apareciam vagas. Confesso que nem eu estava me suportando às vezes, eu transferi um pouco dessa pressão pra ela. No final de 2015 fui demitido, e no início de 2016 saiu a resposta que eu mais esperava, o curso seria realizado! Fiquei um pouco aliviado, mas a crise se aprofundou na minha área, e as vagas que apareciam para posições superiores também minguaram. O curso seria realizado em uma cidade onde conheci minha primeira namorada, porém, ela já não vivia mais lá, morava em uma cidade no mesmo estado porém a várias horas de distância. Além disso já não gostava dela há muito tempo, eu estava casado e minha ex namorando. Nessa cidade ainda moram muitos amigos meus de faculdade, que não os via fazia tanto tempo. Foi natural que eles me convidassem pra ir assar uma carne e tomar cerveja, sair pra um barzinho, e ir uma vez em um show. De uma vez que sai com meus amigos, passei bastante tempo com eles, meu telefone descarregou. No outro dia ela me ligou dizendo que eu tinha ido me encontrar com a ex. Durante o curso todo ela achou que eu estava fazendo coisa errada...Sinceramente depois do que descobri, queria ter feito. A verdade é que depois que casei com ela, nunca estive com outra mulher, nem mesmo beijei outra mulher. Acho que ela não acredita nisso… Durante o tempo que estava realizando o curso apareceu a oportunidade de montarmos o negócio que estamos tocando. Não tinha como eu tocar a obra de outra cidade, então ela ficou encarregada disso, com meu auxílio pelo telefone. Tivemos muitas brigas por causa das obras, porque muitas vezes ela queria fazer do jeito que ela achava, e muitas vezes errado, sendo que eu explicava tudo pra ela como deveria ser feito pra não ter desperdícios, pra não estourar nosso orçamento e nem atrasar as obras. No final das contas inauguramos nosso empreendimento, e está indo muito bem obrigado. Sempre foi meu sonho poder um dia largar meu trabalho e poder trabalhar perto dela e do meu filho, ter uma vida estável sem precisar me ausentar. A empresa inaugurou em outubro de 2016, atrasou um pouco, mas sem maiores consequências. Nesse meio tempo o curso já havia terminado, e eu estava empregado novamente na posição que o curso me proporcionou. Gente, vocês não têm noção de como eu fiquei mais leve, relaxado, aquele peso todo que sentia estava finalmente saindo das minhas costas. Algumas brigas ainda existem por conta do negócio, mas normal, nada sério, nessa parte sabemos que os assuntos do negócio têm que permanecer lá depois que fechamos as portas no final do dia. O ano de 2017 veio de uma forma muito boa, pelo menos pra mim. Teve uma vez que nos desentendemos feio. Foi ela que começou a puxar assunto sobre minha irmã, aquela mesma história que já falei, ela achar que a madrinha denga muito o sobrinho. Nesse dia senti que ela estava arrumando um pretexto pra arrumar confusão comigo, passou uma duas horas falando, e queria que eu ligasse pra minha irmã pra reclamar sobre o assunto. Não fiz, até porque era ela que estava incomodada com a situação, e além disso o filho não é só meu. Às vezes temos algumas brigas sérias por conta do nosso filho, porque ela muitas vezes espera que eu o corrija...Costumo dizer que ela só quer os momentos bons com ele...Acredito ser verdade, pois muitas vezes quando ele está fazendo mal criação, ela grita de lá: “olha marido oque teu filho tá fazendo”. Caramba, isso me dá nos nervos, quando o filhote faz isso comigo não espero por ela. Eu o corrijo na mesma hora. E ela muitas vezes não faz, ou me chama pra dar bronca. Agora nem vou mais, só faço falar: “Te vira! É teu filho também”. Antes de tudo quero que ele cresça um homem íntegro, respeitador e honesto. Aí veio agosto de 2017, meu mundo veio a baixo. A felicidade que sentia, quando estava em casa com eles, minha esposa e filho, ao vê-los correndo pela casa, quando eu estava brincando com eles na cama de fazer cócegas era muito grande. Eu dizia só pra mim: “Obrigado meu Deus por me dar tanta felicidade”. Se no início eu apenas gostava dela, naquele momento eu a amava demais. Tudo isso acabou! Descobri que ela estava me traindo com um ex professor da faculdade. E pra completar ele mora na rua de trás de casa. No início ela tentou negar tudo, dizendo que era invenção da minha cabeça. Mas eu tinha provas, e contra provas não há argumentos. Ela tentou esconder quem era a pessoa no início, tentou dizer que saiu só aquela vez que descobri...Mas aos poucos, por conta própria, descobri que ela já vinha saindo com o cara desde 2015, lembra da pressão que estava sofrendo? Pois é, e essa história toda de estarmos sofrendo pressão, foi oque ela diz ter causado a traição. Quando estive fazendo o curso, ela saiu várias vezes com ele, e depois me alegou que era porque achava que estava saindo com minha ex. Em maio de 2017 foi a última vez que ela diz ter saído com ele. Aqui eu preciso fazer um parêntese: Mais ou menos em 2013, não lembro bem a data, sério, a ex entrou em contato comigo, ai acabou que fizemos várias chamadas pelo skype, e ficamos nus um para outro. Rolou masturbação, confesso. Mas parou aí. Nunca mais encontrei com ela, e depois disso também não falei mais com ela. Logo depois que aconteceu as chamadas de skype, me arrependi muito, não é uma coisa que sinto orgulho. Mas também até eu descobrir a traição da minha esposa, eu ainda não tinha contado pra ela oque havia ocorrido. Ou seja, teoricamente, ela não teria motivos reais pra me trair, porque ela nem desconfiava. Brigamos muito, xingamos um ao outro. Eu chorei muito, ela também. Ela diz que sempre me amou, nunca deixou de gostar de mim. Que acha que foram coisas que deveria ter feito enquanto era solteira. Estamos juntos, ainda gosto muito dela...Tenho medo de perder minha família… Mas fico muito receoso de quebrar a cara novamente. Às vezes sinto que fui duplamente sacaneado por ela, porque se eu quiser me separar dela, terei que abrir mão também do meu sonho, de trabalhar perto de casa. Não existe um dia que não pense no que ela fez, no que ela pode ter feito com o cara. Me sinto muito humilhado. Estamos junto, mas por enquanto não consigo me ver novamente com ela como antes, os dois velhinhos… Ela toda curvadinha e eu segurando ela pelo braço...Cara é foda! Que vontade de chorar! Sinto meu orgulho ferido...Eu posso não ser o melhor homem do mundo, mas também sei que não merecia isso, sei que a opção de fazer foi totalmente dela, independente das pressões, brigas e dificuldades que tenhamos passado. Eu fiz uma viagem com ela agora para um destino romântico, foi legal...Mas...Depois disso tudo sempre tem o “mas”. Essa semana briguei feio com ela novamente, não estou em casa, estou trabalhando…Sinceramente não sei oque fazer. Já tentamos psicóloga, mas acho que não adiantou muito não. A verdade é que às vezes queria machucá-la, fazê-la sentir oque eu sinto às vezes. Essa semana instalei tinder e esses outros app, queria me sentir valorizado. Às vezes me vejo fazendo e dizendo coisas pra ela só pra ver se ainda gosta de mim. Me sinto ridículo quando percebo. Teve ocasiões em que até pensei em inventar pra ela que estive com a ex. Agora estou pensando em fazer uma viagem sozinho, pra um lugar bem distante quando sair do trabalho. Penso que preciso de um tempo só comigo mesmo. Queria opiniões e maneiras de pensar de pessoas que não façam parte do meu convívio. Por isso postei aqui.
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