A maioria dos modelos bonitos

A Odisséia da minha vida sexual (até agora)

2020.08.23 00:19 johnmarston1997 A Odisséia da minha vida sexual (até agora)

Não tenho um motivo pra claro pra escrever este desabafo, além de querer que outras pessoas aprendam com meus erros, e talvez não se sintam tão ruins sabendo que os problemas que elas enfrentam, muitas outras enfrentam também.
Pra começar, desde criança, sempre ouvi que eu era bonito. Tenho olhos azuis, cabelo liso, mas essa bajulação acabou me fazendo mal como vou mostrar mais adiante.
Passei o ensino médio inteiro sem pegar ninguém. Naquela época tinha acabado de virar metaleiro e meu cabelo tava quase na cintura, além do mais não fazia ideia de como chegar em alguém. Teve uma vez que eu cheguei a falar pra uma menina olho no olho que eu gostava dela, sendo que nós nem éramos tão próximos, só que obviamente ela disse não (afinal, o que mais ela poderia ter feito diante de uma abordagem tosca dessa ?).
Enfim, dae fui pra faculdade ainda bv, com 18 anos. Fui fazer o curso de engenharia eletrônica numa federal e até aquele momento as pessoas diziam "é assim mesmo, as coisas vão mudar quando você entrar na faculdade". E de fato, esse pensamento cômodo de que" você é bonito, não precisa se preocupar" me atrasou muito. Nada cai do céu, jovens, nunca se esqueçam disso. Enfim, fui pra algumas calouradas com alguns amigos, e finalmente perdi o bv. Uma menina simplesmente me agarrou e começou a me beijar. Não era nenhuma modelo, mas pra quem tava começando ja tava ótimo. Porém, eu, tabacudo como eu era, não peguei o número dela, e ficou por isso mesmo.
Porém, logo o logo o curso começou a apertar de verdade, e eu não tinha tempo pra mais nada além de estudar. Então passei dois anos sem dar um beijo sequer, sem marcar um encontro, nada.sem falar que ainda era virgem. Meu pai àquela altura já estava começando a achar que eu era gay, então me deu dinheiro e disse pra eu ir contratar uma prostituta. Fiz isso, e apesar de ter perdido a virgindade, o negocio foi uma merda. Nem fez tanta diferença assim no final das contas. O sexo foi completamente desajeitado. Até que com 21 anos, uma menina praticamente caiu do céu no meu colo. Tava no restaurante universitário, tinha acabado de sentar com o meu jantar e a menina da minha frente simplesmente falou comigo dizendo que queria me pegar kkkkk além do mais era razoavelmente bonita, então dessa vez aprendi com os meus erros e peguei o numero dela. Marcamos de jantar e depois consegui convencer ela a ir num motel e finalmente perdi REALMENTE a virgindade com 21 fucking anos.
A partir daí, meu objetivo passou a ser conquistar garotas sem depender da sorte de uma delas simplesmente cair do céu no meu colo. Comecei a usar o tinder pesadamente, e descolei várias transas assim, porém logo percebi que a desvantagem do tinder é que as garotas mais atraentes não o usam, pois não precisam. Dessa forma, você fica restrito às garotas feias ou medianas.
A princípio, isso pra mim não era problema. Tava na minha fase de urubu, pegava qualquer uma que me desse mole.Pegava até mulheres de 40 anos. Só o sexo era importante pra mim nessa época . Mas logo logo fui enjoando. Fui querendo ter algo a mais, comecei a desejar algo que até então nunca tinha tido: um relacionamento. Até agora todos os relacionamentos que eu tinha eram casuais, visando apenas o sexo. Não tinha vontade de namorar nenhuma das mulheres com as quais eu transava.
E assim, percebi que tinha que mudar minha estratégia. Comecei a perceber que pqra arranjar alguém que eu realmente gostasse, precisaria aprender a conquistar alguém ao vivo e a cores, e não por um aplicativo. Isso era algo que eu não sabia fazer( e eu ja tinha 23 anos), mas tinha que aprender urgentemente. Vi todos os vídeos de YouTube possíveis sobre o assunto, e começei a abordar mulheres em baladas e festas, a princípio sem muito sucesso.
As coisas realmente mudaram no Carnaval deste ano. Fui com alguns amigos meus e consegui aprender algumas coisas sobre abordagens. Ao longo do Carnaval, devo ter beijado umas 12 meninas ao todo, sendo que 2 delas resolvi pegar o contato pra depois. A partir de então, finalmente consegui sentir um pouco de confiança em mim mesmo em relação às minhas habilidades Porém, logo, logo, veio a pandemia, e desde março não tenho um encontro, um beijo, nada. E provavelmente vai ser assim pro resto do ano.
Enfim, quis fazer isso pra mostrar que se relacionar não é algo fácil pra muita gente. Pra mim certamente não foi. A sensação que eu tenho é que eu tive que aprender coisas que a maioria das pessoas já naturalmente sabem. Até os 22 anos, não fazia ideia de como pegar alguem. Hoje,não sou nenhum Casanova mas pelo menos tenho uma ideia melhor do que eu devo, ou não devo fazer. Mas no final das contas ainda não arranjei uma namorada depois de tudo isso hahahahahah
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2020.04.23 04:04 sushi-ba O papel das mídias sociais no cenário político atual

Uma coisa que claramente o Bolsonaro e Trump (leia-se suas equipes/gabinete do ódio) antes dele notaram antes da oposição nas eleições e ainda utilizam como estratégia política é o uso das redes sociais, se aproveitando de como os seus algoritmos favorecem posts controversos e criam bolhas de convivência, que validam vieses de confirmação e dão voz a movimentos anticientíficos e conspiratórios, disseminando muita desinformação. Hoje, vemos consequências graves dessa estratégia, com mortos aumentando, doenças antes irradicadas voltando e ainda mais ignorância científica.
As redes sociais, enquanto empresas, somente recentemente passaram a tomar medidas para coibir a disseminação de notícias falsas e mensagens de ódio, sendo muito discutíveis se tais medidas são efetivas. O modelo de negócios delas atual gera bilhões de dólares em propagandas, não dá sinais que vá mudar e possivelmente expõe a privacidade dos usuários (como já aconteceu).
O propósito tão bonito de "tornar o mundo mais aberto e conectado" (mudado em 2017 para "aproximar o mundo") hoje só o divide ainda mais. Se dez anos atrás, os mais velhos diziam pra ter "cuidado com o que você lê na internet" e os fake news se resumiam à pulseirinha do sexo, hoje são os mesmos que disseminam água com gás e cloroquina pra combater corona vírus.
Minha pergunta pra vocês é como mudar esse sistema que promove mentiras e isola nossa visão de mundo? Como cobrar das redes sociais que prezem mais pela verdade? A ciência, por natureza, é lenta e demora anos para ser construída adequadamente. A propagação de informação, por outro lado, é instantânea. Será que essa pandemia vem para dar mais créditos a cientistas e a mídias tradicionais?
Entendo que, infelizmente como maioria das mudanças, isso só vai dar resultados possivelmente a longo prazo. Mas como ponto de partida, como começar?
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2019.10.30 16:17 vidracariashow Espelho Decorativo

Espelho Decorativo
ESPELHO DECORATIVO
Bruno Erberelli
Oct 30 · 6 min read
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Espelho Decorativo Sala
TIPOS DE ESPELHO DECORATIVO
Quando falamos de espelhos, devemos considerar os seguintes tópicos; Tipos, Ambientes de Aplicação e Fabricação. Confira todos os tipos de espelhos disponíveis no mercado nacional.
Eles estão disponíveis em algumas categorias:
ESPELHOS DE PENDURAR MÓVEIS ESPELHADOS PAREDES ESPELHADAS CHÃO ESPELHADO AMBIENTES PARA ESPELHO
1- ESPELHOS DE PENDURAR Este espelho é composto por penduradores em alumínio, garantindo assim a sua melhor fixação na parede e/ou estrutura. Veja abaixo os diversos modelos que se encaixam nesta categoria, desde espelho decorativo a espelho com LED.
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Espelho Decorativo para Sala
ESPELHO DECORATIVO São utilizados exclusivamente para decoração de ambientes, nem sempre são funcionais, ou seja, utilizados para refletir um ambiente e/ou pessoas.
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Espelho Decorativo para Sala
ESPELHO FLUTUANTE São normalmente utilizados em banheiros, com LED em sua parte de traz, iluminando a parede, gerando o efeito que a peça está flutuando na parede.
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Espelho Flutuante Banheiro
JANELA ESPELHADA São janelas antigas ou uma estrutura feita em madeira, pintada em dourado ou prata, e revestida com espelho.
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Espelho Janela Sala
ESPELHO REDONDO São espelhos que podem ser utilizados na sala, banheiro ou lavabo. Quando usados na sala, geram mais amplitude para o ambiente.
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Espelho Redondo Banheiro
ESPELHO MOSAICO São montados com peças aleatórias, perfeitamente encaixados, lapidados e alguma vezes até com bisote.
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Espelho Decorativo Sala
ESPELHO ILUMINADO São para maquiagem, estilo camarim. Espelho com LED em sua parte de traz direcionando sua luz para frente, utilizados normalmente em penteadeiras, banheiros e salões de beleza.
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Espelho Iluminado Banheiro
ESPELHO BISOTADO São espelhos com uma lapidação especial em suas extremidades chamado de BISOTE, dando o efeito de diamante.
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Espelho Bisote para Sala
ESPELHO OVAL São espelhos utilizados normalmente em banheiros e lavabos. Quando comparando com um espelho liso ou redondo, o oval proporciona uma certa sutileza ao ambiente.
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Espelho Oval Banheiro com LED
ESPELHO VENEZIANO São arte, feitos a mão, que imitam os espelhos clássicos e antigos dos Palácios Europeus.
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Espelho Veneziano
ESPELHO COM MOLDURA São espelhos clássicos, protegidos com uma estrutura de madeira, alumínio ou espelho.
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Espelho com Moldura Sala
ESPELHO CAMARIM São espelhos clássicos utilizados para maquiagem e/ou provadores, protegidos com uma estrutura de madeira, alumínio ou espelho com pequenas lampadas embutidas.
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Espelho Camarim
ESPELHO PROVENÇAL São espelhos que imitam as antigas molduras provençais, que hoje são feitas em madeira esculpida ou moldes de resina.
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Espelho Moldura Provençal
2- MÓVEIS DE ESPELHO São móveis em madeira que são revestidos com espelhos lapidados. Normalmente são usados em aparadores, mesas, armários, comodas, portas, guarda-roupa… etc.
GUARDA-ROUPA COM ESPELHO Os guarda-roupa espelhados, possuem uma estrutura de alumínio própria, e são os queridinhos dos Designers e Arquitetos.
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Guarda-Roupa com Espelho
APARADOR DE ESPELHO Aparadores revestidos com espelho, um dos queridinhos utilizados por Designers e Arquitetos em seus projetos.
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Aparador de Espelho
COMODA DE ESPELHO A Comoda é revestida com espelho lapidado ou bisotado, os puxadores ficam a gosto do cliente.
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Comoda com Espelho
CRIADO MUDO COM ESPELHO O Criado Mudo, assim como a comoda, é revestido com espelho lapidado ou bisotado, os puxadores ficam a gosto do cliente.
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Criado Mudo com Espelho
MESA DE JANTAR DE ESPELHO Mesas revestida com espelho normalmente de 5 ou 6 milímetros. Em seu topo usamos um vidro de 8 milímetros temperado que são mais resistentes a riscos, impactos e altas temperaturas.
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Mesa de Jantar com Espelho
PENTEADEIRA DE ESPELHO A Clássica Penteadeira de Espelho no estilo Veneziano, charme e elegância para seu ambiente. Também pode ser feita em espelho liso ou bisotado.
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Penteadeira com Espelho
ARMÁRIO COM ESPELHO Os armário de cozinha espelhados, possuem uma estrutura de alumínio própria, e também são os queridinhos dos Designers e Arquitetos na atualidade.
PORTA DE ESPELHO As portas revestidas com espelhos, são normalmente usadas para disfarçar uma entrada de ambiente e também dando uma dupla função para a porta.
MESA DE CENTRO ESPELHADA Mesas de centro normalmente são discretas, mas quando revestida em espelho ficam maravilhosas.
3- PAREDE ESPELHADA São espelho que são colados diretamente na parede do ambiente, sendo de alvenaria, madeira ou Drywall. Podem ser espelhos com aspectos decorativo, com cortes e detalhes em bisote, ou espelhos lisos funcionais, dando profundidade ao ambiente.
4- CHÃO DE ESPELHO Chão espelhados são normalmente usados em salões de buffet e igrejas para celebrações de casamentos, dando a impressão que os noivos estão flutuando.
Hoje em dia se usa muito móveis espelhados estilo veneziano em conjunto com chão espelhado.
5- AMBIENTES PARA ESPELHOS
ESPELHO BANHEIRO Há uma grande variedade de espelhos para banheiros, na foto acima, temos um espelho liso de fundo e um espelho veneziano flutuando a cima dele.
ESPELHO SALA DE ESTAR Este ambiente permite uma grande variedade de estilos decorativos. O mais comum é ver espelhos colados diretamente na parede, os espelhos pendurados e flutuantes também ficam muito bonitos.
ESPELHO PROVADOR Neste ambiente sugerimos espelho com LED de corpo inteiro. Para ambientes mais sofisticados, o Espelho com Iluminação se encaixa perfeitamente.
ESPELHO HALL ELEVADOR Para apresentar adequadamente seu condomínio ou empresa, nada melhor que um belo espelho de parede decorativo em sua entrada.
ESPELHO COZINHA Já na cozinha, temos algumas formar de utilizar espelhos, como por exemplo nos armários. Na foto acima, vemos o espelho sendo usado na parede, entre a pia e o armário superior, gerando assim a sensação de profundidade e amplitude no ambiente.
ESPELHO LAVABO Os lavabos, por ser um ambiente mais utilizado para recepção de visitas, permite uma arquitetura mais arrojada e moderna, dando espaço para espelhos como redondo e ovais que dão um charme adicional ao ambiente.
ESPELHO BARBEARIA Espelhos de Barbearias são na maioria das vezes, espelhos com design masculino, com moldura, flutuante ou com iluminação.
ESPELHO SALA DE JANTAR Neste ambiente, os espelhos com LED de parede ou de pendurar são famosos e geram delicadeza e amplitude para sua sala.
ESPELHO LOJA Em lojas, encontramos geralmente espelhos colados na parede ou colunas, gerando assim a sensação de amplitude, ou seja, sua loja fica com aparência de ser maior.
ESPELHO SALÃO DE BELEZA Neste ambiente, são extremamente recomendados espelhos funcionais e profissionais como Espelho Camarim ou Espelho com Iluminação, onde o objetivo principal é a experiencia do cliente.
ESPELHO HALL DE ENTRADA Um dos ambientes mais importantes, a porta de entrada de suas visitas, afinal, a primeira impressão é a que fica.
Agradecemos aos nossos amigos do site administradores.com.br que proveram este espaço para poder ajudar a todos os Administradores do Brasil. Desejamos a todos muito sucesso, Obrigado!
Autor: Bruno Erberelli Fonte: eDecorado / SHOW GLASS Vidros e Espelhos.
Site Institucional: https://www.vidracariashowglass.com.br Loja de Espelho: https://www.edecorado.com.br
#espelhodecorativo #fabricadeespelho #lojadeespelho #espelhocomled
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2019.01.26 03:04 EdibleKite Me sentia sozinho por pura besteira

Aviso obrigatório que é um texto grande.
Desde pequeno eu fui o personagem caricato da turma, o palhaço colega de todo mundo. Claro que com algumas exceções mas pela maior parte do tempo eu sempre fui esse colega de todos e palhaço, igual os das séries de TV, aquele garoto meio afastado, sem muito jeito pra interações sociais e bobão. Enfim, partindo desse princípio, é mais que justo assumir que eu nunca tive muitos amigos, sempre tive aquela rodinha de meia dúzia de pessoas mais próximas, e talvez um círculo menor ainda de amigos de fato (nunca pense que só porque ele/a anda com você de vez em quando ou ri das suas piadas ou convivem no mesmo ambiente, vocês são amigos). Quando criança, eu nunca me importei muito com isso já que estudei numa escola pequena e na minha sala haviam 8 estudantes, contando comigo, então essa noção de "poucos amigos" pra mim era inexistente.
Na sexta série, eu mudei de escola; de uma sala com 8 estudantes fui pra uma com 30. O choque foi menor do que eu imaginei já que me adaptei pois meu "primo" já estudava e tive quem recorrer na solidão do aluno novo. --Eu não sei se foi a pré-adolescência ou a magnitude da escola que influenciaram nesse meu ponto de vista, talvez os dois.-- Quando você entra na pré-adolescência e começa a perceber os "sinais da puberdade", você muda sua visão do mundo; suas interações, suas intenções, tudo em você muda e é moldado pelo seu ambiente, e quando você sempre foi o garoto bobão não muito bonito que as pessoas nunca levaram muito a sério, você começa a se sentir desconfortável quando vê as garotas da sua idade que você gosta admirando garotos completamente diferentes de você; garotos populares, confiantes, e todo o resto do pacote do garanhão atlético jogadoconquistador das séries de TV. (Não que eu critique ou tenha algo contra isso, eu acho completamente natural. Da mesma forma que as garotas mais velhas, mais "arrumadas" também chamam mais atenção que as tímidas e "desarrumadas") Isso te faz sentir menos, menos que eles por não ser rodeado de amigos, menos por não ter um harém de pré-adolescentes te desejando. Hoje em dia eu olho pra trás e vejo o quão ridículo é isso, mas o meu eu de 12/13 anos não tinha o discernimento necessário pra perceber isso.
E depois de todo o drama do garoto rejeitado pela garota popular, você chega na sua era de ouro, conhecida como adolescência, onde todas as melhores experiências da sua vida acontecem, ou pelo menos é assim que te falam. Enfim, eu não sei o que eu tenho em mim mas eu sempre tive amigos populares, não que isso ajudasse na minha inabilidade de socializar mas eu me sentia um pouco mais confortável comigo mesmo. Contudo, ser o "sidekick" da galera popular não é muito agradável, ver aquele seu amigo contando da milésima garota que ele ficou, ou ouvir intermináveis histórias de como ele se aventurou pegando carona num trem sentido à praia fica chato uma hora e você se sente culpado por não ter as mesmas experiências, e por mais que em uma fase da minha vida eu acompanhasse meus amigos nesses rolês, sem eles eu não faria metade das coisas que eu fiz. Não me arrependo da maioria das coisas que fiz nessa época mas eu sei que por conta própria, metade não teria acontecido. Sempre fui muito tímido, e por isso não saía frequentemente de casa por conta própria, por assim dizer. Foi nessa época, mais especificamente quando terminei o Ensino Médio, que eu comecei a me sentir sozinho, já que me afastei inevitavelmente dos amigos da escola, todos têm sua própria vida pra viver, afinal. E com isso, a maioria dos rolês acabaram. Nas redes sociais (ah, as benditas redes sociais, ótimo combustível pra deterioração da saúde metal) eu ainda os acompanhava, e via que eles ainda saíam com seus "amigos" sempre, bebiam, riam, ficavam na rua até tarde. E eu no meu quarto, jogando, ouvindo música. Isso me fez novamente me sentir menos que meus próprios amigos (leia-se inveja), com isso comecei a ter pena de mim mesmo, por não ter amigos, por não ser tão bonito e popular quanto eles, por estar todos os finais de semana em casa enquanto os outros se divertiam em festas e afins. Esse sentimento durou por muito tempo, ainda mais quando comecei a ficar com uma garota que era bem mais extrovertida que eu, que saía sempre e tinha vários "amigos". Como autoflagelo eu comecei a querer sair mais pra talvez parecer mais legal e descolado. Eu admitindo isso pra mim mesmo hoje em dia me faz sentir vergonha, é patético reconhecer que eu fui tão longe só pra me adaptar (que adolescente nunca fez isso?). Mesmo saindo mais, meu número de amigos não mudou e por dentro eu ainda era o garoto que jogava a madrugada toda, só estava por um momento mudando meu mindset.
Meu problema foi sempre usar como modelo de felicidade e satisfação, o cara rodeado de amigos que saía sempre e vivia bêbado e saindo com garotas diferentes. Eu nunca parei pra ver que eu não precisava disso pra ser feliz. Eu tentava preencher meu vazio com madrugadas regadas a álcool e garotas com qual eu sabia que nosso romance não duraria por mais de algumas semanas. E eu só cheguei nessa conclusão recentemente quando percebi que continuava desconfortável e infeliz, um miserável de máscara. Percebi que sou mais feliz investindo em mim mesmo, lendo, jogando, estudando, ouvindo as músicas que eu amo e que me fazem sentir bem, indo sozinho no shopping pra tomar um sorvete e assistir um filme ou mesmo saindo com meu círculo gigante de amigos (de verdade) de três ou quatro pessoas. Percebi que a solidão de cada um é diferente. Essa minha ânsia de companhia vinha desse marketing das redes sociais onde todo mundo é feliz e cheio de amigos o tempo todo. Hoje em dia não me sinto mais sozinho por não ter um rolê todo final de semana ou por não conversar com 5 garotas ao mesmo tempo, sou satisfeito comigo mesmo. O ponto que eu quero chegar com isso tudo é aquele clichezão que todo mundo já cansou de ouvir: seja você mesmo (A menos que você seja furry, nesse caso, não seja você mesmo de forma alguma) e se descubra, não se baseie nos outros.
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2018.09.08 00:55 TinderHackerBR Macete no app para ter mais matchs no Tinder

Há uns dois anos, enquanto usava o Tinder descobri um macete para ter matchs no aplicativo e iniciar conversas com mulheres sem antes ter que receber like delas. O processo é o seguinte: 1 - Com outro chip, faça uma nova conta no Tinder, coloque seu primeiro nome, sua idade e escreva uma bio interessante e verdadeira. 2 - Coloque fotos de outra pessoa, muito mais bonita que você no perfil. Mas não use fotos profissionais de modelos. Busque no Instagram por nomes de cidades de países do exterior, encontre algum perfil de um cara bonito e que não seja famoso (menos de mil seguidores) e pegue as fotos dele 3 - Não dê like em nenhuma mulher nessa nova conta. Apenas prepare o perfil, ajuste o raio de alcance e espere pelo menos uns 3 dias. 4. Seu perfil falso receberá muitos likes e essas mulheres que deram like vão aparecer no início da lista de pessoas, assim que você entrar na conta dias depois. 5 - Antes de dar like e ver os matchs acontecendo. Troque todas as fotos falsas por fotos reais suas (no mínimo 3 fotos). 6 - Agora é só ir dando like nas mulheres que aparecem primeiro na fila até parar de dar match com a maioria delas. 7 - Tudo que você precisa fazer agora é iniciar a conversa de uma forma interessante para prender a atenção delas já que elas vão olhar suas fotos e achar que deram like no seu perfil por engano.
Essa sequência é importante para que ninguém perceba que você trocou as fotos do perfil.
Seu desafio então será compensar a não aprovação prévia da mulher em relação a sua aparência iniciando a conversa de uma forma engraçada ou inteligente.
Claro que isso não garante nenhum encontro e boa parte dos matchs vão te ignorar após ver suas fotos, mas acredito que esse é um grande atalho para quem consegue pouquíssimos matchs no aplicativo e acaba não tendo oportunidade de conversar com ninguém.
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2018.04.18 18:15 touny71 Ser diferente em Portugal irrita

Na época 2017/18 temos vistos várias equipas a privilegiar um jogo apoiado, com saídas de bolas desde trás e que tentam fazer uma circulação até encontrar situações propícias de golo.
*Este é portanto um ano (e talvez “o ano”) em que a ideia, a capacidade de fazê-la chegar aos outros e o processo estão mais vincados no sucesso da modalidade, o que destrói um pouco o mito “de que adianta jogar bonito quando não se alcançam resultados?”. *
O Manchester City, equipa com mais posse nas 5 principais ligas da atualidade, vai “violando” o estigma de competitividade na Premier League, mas PSG, Barcelona, Bayern e Nápoles, que se seguem nas formações que passam mais tempo com bola no seu poder, são também líderes nos seus campeonatos. Tanto em Inglaterra, como França, Espanha ou Alemanha, parece uma questão de tempo até que estes conjuntos confirmem a sua superioridade e conquistem o título da liga, até pelas margens pontuais que dispõem face aos segundos classificados (16, 12, 7 e 19, respetivamente). E só não se pode dizer o mesmo do Nápoles, que está a fazer uma campanha estrondosa na Serie A, com 66 pontos conquistados em 25 jogos, fruto de 21 vitórias e 3 empates – a este ritmo chegaria mesmo aos 100 pontos -, devido à presença da Juventus, que foi a duas finais da Champions nos últimos 3 anos, e está apenas um ponto. A formação de Turim é muito mais apetrechada a nível individual em relação ao grande rival na luta pelo scudetto, mas é impossível não reconhecer o trabalho que tem sido realizado por Sarri. De facto, desde a chegada do ex-Empoli, o Nápoles bateu sempre o recorde de pontos no campeonato, primeiro com 82 em 2015/16 e depois com 86 na temporada passada.
Equipas com mais posse de bola na Europa
Já em Portugal é tudo muito diferente. O FC Porto começou a temporada a praticar um futebol com princípios similares aos descritos, chegando mesmo a liderar a grande maioria das estatísticas da Liga NOS, como a posse de bola, os remates por jogo e a precisão do passe. No entanto, no decorrer do campeonato foi mutilando o seu estilo de jogo, adotando um futebol mais apostado para o controlo da profundidade ofensiva e das transições e entrando com uma postura muitas vezes de entregar o controlo com bola ao adversário em jogos grandes. É claro que a qualidade individual dos portistas, mas acima de tudo física, face a outras equipas continua a ser grande, o que acaba por permitir que mesmo quando percam bolas e sejam apanhados em contra-pé e desposicionados, consigam amenizar os erros e reequilibrar rapidamente. O problema é quando o nível competitivo sobe e então a pausa e controlo com bola não se revelam ao nível desejado, como foi o recente caso na goleada impingida pelo Liverpool no Dragão.
Com esta repentina transformação de identidade e baixar de alguns elementos estatísticos com bola, abriu-se uma cortina para a subida do Rio Ave à liderança dessas mesmas estatísticas. A formação de Vila do Conde é o clube da I Liga com maior percentagem de posse de bola nos seus jogos, à frente de Benfica, Sporting, FC Porto, Estoril, SC Braga e Desp. Chaves, únicas equipas acima da marca dos 50%. O Rio Ave trata a bola como poucos e causa imensas dificuldades aos oponentes pela sua circulação, conseguindo chegar frequentemente ao último terço com qualidade em organização ofensiva, amealhando lances de golo e faltas sofridas em áreas nevrálgicas. Embora tenha intervenientes que estão muito longe daqueles que militam nos clubes cimeiros da tabela classificativa – e no final do dia, esse continua a ser o fator mais importante -, a capacidade de interpretação que é incutida pelo treinador nos seus executantes, faz com que se comece a achar normal que uma equipa “pequena” seja a que mais tem a bola em Portugal. Mesmo quando a diferença entre o tratamento que é prestado aos 3 grandes, como orçamentos, direitos, atenção mediática, etc., e aos restantes clubes seja a mais injusta em provavelmente todos os campeonatos da Europa.
Noutro país este feito (que nem é um feito, mas mais uma consequência de um trabalho extremamente valioso), talvez fosse valorizado de outra forma, mas não em Portugal. Aqui causa desconforto… aqui acha-se estranho jogar desta forma. Mesmo quando é isso que privilegia o desporto. Desporto esse que se diz ser o rei! Aqui, no país em que se sabe mais de arbitragem do que futebol, ser diferente é “inventar”, mas com uma conotação negativa. Quando até aqui ao lado, em Espanha, praticamente todos os emblemas tentam jogar o jogo por si, querendo estimular os seus jogadores a controlarem as partidas pelo conforto dos seus jogadores com bola. Lá entra-se mais em campo para jogar do que para não deixar jogar e é natural vermos, especialmente nos seus estádios, alguns dos clubes mais modestos do campeonato a querer jogar olhos nos olhos não com os grandes, mas com os gigantes, aqueles que dominam as provas da UEFA.
Lá é assim, mas aqui não. Aqui, se tentarem jogar dessa forma (o que não garante obrigatoriamente a vitória, mas que fica mais próximo de tal) e não chegarem ao resultado pretendido, no final das partidas vai haver sempre um jornalista a pedir pragmatismo, mesmo não tendo consciência do seu real significado. Pragmático é quem tem motivações relacionadas com a ação ou com a eficiência e não quem não honra o jogo e só quer atingir o objetivo custe o que custar. Porque, mesmo assim, esses que optam por esta postura acabam por conseguirem o que pretendem menos vezes do que aqueles “que são diferentes”.
Flash interview de Luís Castro, depois de um Sporting 1-0 Rio Ave, na época passada. Nesse jogo, a formação nortenha não só teve mais bola, como fez 11 remates contra 6. No final do encontro era unânime apontar Rui Patrício como o homem do jogo, depois de fazer 6 defesas e anular oportunidades flagrantes para os visitantes. Sim, isso mesmo, visitantes. Cássio, por sua vez, fez apenas duas defesas, mas viu entrar uma bola na sua baliza. Os leões foram, portanto, controlados pela equipa do agora treinador do Chaves (e nem se pode parabenizar a estratégia para o jogo, já que o Rio Ave jogou como sempre jogava e jogaria nessa temporada), tendo sido completamente impedidos de criar, mas viram-se salvados pelo seu guardião, não fosse essa uma das leis do futebol.
Recentemente, no programa que aborda a Liga dos Campeões na RTP, Hugo Gilberto, o pivô, questionava Carlos Daniel sobre a fraqueza do modelo de Miguel Cardoso e realçava que o timoneiro trofense não abdicava da sua forma de jogar (isso faz sentido sequer?). Afinal o técnico de 45 anos não sabe jogar contra os grandes, mesmo que já tenha empatado duas vezes com o Benfica este ano (tendo eliminado o campeão da Taça) e tenha banalizado o Sporting em casa, ainda que a formação de Jorge Jesus tenha saído com os 3 pontos de forma quase inexplicável. O Rio Ave, é claro, passou mal no Dragão e na Luz. Mas quem não passa? Ninguém vence lá as equipas da casa. Os vilacondenses podiam sofrer menos com outra estratégia? Podiam. Mas depois iam-se superiorizar como o fazem contra os outros? Nunca. Miguel Cardoso é perfeito? É claro que não. Tem de corrigir bastantes aspetos, como o controlo da profundidade com o seu guarda-redes, o comportamento em transição defensiva ou as perdas de bola, mas este é o seu primeiro ano como treinador principal. José Mourinho não se fez num dia, Jorge Jesus não se fez num dia, Paulo Fonseca não se fez num dia… evoluíram. E Miguel Cardoso, tem de ter, no mínimo, direito a esse crédito. Afinal está a fazer história no seu ano de estreia, já que o Rio Ave está no 5.º posto na liga e desde que subiu à 1.ª divisão, nunca ficou tão bem classificado.
Mas com isto, desengane-se quem só pensa que isto acontece ao Rio Ave. Quantas vezes foi colocado em causa o trabalho de Luís Castro no Desp. de Chaves, particularmente ao longo das jornadas que esteve nos últimos lugares? E agora onde está o Desportivo? Em 6.º lugar, só superado pelos 3 grandes, por um SC Braga expecionalmente bem orientado e que está cada vez mais no patamar que pretende e pelo já citado Rio Ave. Há outros treinadores que querem dar prestígio ao futebol português e entreter os adeptos, que cada vez são menos nas bancadas. Vítor Oliveira é um deles, Ivo Vieira outro, João Henriques e Silas também caminham nesse sentido, mas se não abandonarem tudo aquilo em que acreditam e que é trabalhado ao longo das semanas de treino, não vão escapar àquelas perguntas que transmitem irritação e que incomodam pela falta de perceção do jogo.
Texto de Fábio Teixeira
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